
Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), em conjunto com a Polícia Federal, foi deflagrada nesta terça-feira (12) para combater o tráfico internacional de drogas e a lavagem de dinheiro em ao menos cinco estados do país, entre eles Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Amazonas e Maranhão.
Ao todo, cerca de 200 policiais participam da ação, que cumpre 22 mandados de prisão, 41 mandados de busca e apreensão e 26 ordens judiciais relacionadas à apreensão de veículos. As medidas fazem parte das operações Rota Andina e Paper Stone.
Operação cumpre mandados em cinco estados e investiga grupo ligado ao transporte aéreo de drogas e à lavagem de dinheiro. pic.twitter.com/v3wtgajrKT
— iG (@iG) May 12, 2026
Segundo a investigação, a Justiça também autorizou a apreensão de 114 veículos avaliados em aproximadamente R$ 6 milhões, além do sequestro patrimonial de R$ 92 milhões, totalizando R$ 98 milhões em bloqueios de bens e valores.
Operação Rota Andina
A Operação Rota Andina é um desdobramento da apreensão de 470 quilos de cocaína realizada em abril de 2025, em Santa Rita do Araguaia, no sul de Goiás, na divisa com Mato Grosso. A droga era transportada por aeronave.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava uma estrutura aérea sofisticada para o tráfico, com pistas clandestinas, comunicação via satélite e mecanismos para evitar fiscalizações. A organização também é suspeita de usar empresas de fachada, “laranjas” e movimentações financeiras fracionadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro.
Nesta fase da operação, são cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão em cidades de cinco estados, incluindo Goiânia, Uberlândia, Ituiutaba, São João del Rei, São Paulo, Poá, Manaus e São Luís.
Operação Paper Stone
Já a Operação Paper Stone é resultado de investigações iniciadas a partir da Operação Anthill, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2024. A apuração identificou um esquema de tráfico interestadual de drogas associado à lavagem de dinheiro, com foco na cidade mineira de Ituiutaba.
Segundo a PF, o grupo utilizava empresas de fachada e terceiros para ocultar bens e valores provenientes das atividades criminosas. Nesta etapa, são cumpridos 12 mandados judiciais em Uberlândia e Ituiutaba, em Minas Gerais.
