Operação bloqueia R$ 103 milhões de facções criminosas em Goiás

Operação bloqueia R$ 103 milhões de facções criminosas em GoiásReprodução/Polícia Civil de Goiás

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta quarta-feira (13), dez suspeitos de envolvimento com facções criminosas e bloqueou R$ 103 milhões ligados ao crime organizado em Caldas Novas, no sudeste do estado.

Além das prisões e do bloqueio financeiro, a sexta fase da Operação Destroyer, coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), também cumpriu sete mandados de busca e apreensão.

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta quarta-feira (13), dez suspeitos de envolvimento com facções criminosas e bloqueou R$ 103 milhões ligados ao crime organizado em Caldas Novas, no sudeste do estado. pic.twitter.com/IpEvKLBm81

— iG (@iG) May 13, 2026

Segundo a corporação, a operação tem como objetivo atingir a estrutura financeira das organizações criminosas, “estrangulando suas fontes de recursos e comprometendo sua capacidade de atuação e expansão”.

Operação Destroyer

Na quinta fase da Operação Destroyer, realizada na última quarta-feira (6), a Polícia Civil prendeu um suspeito de chefiar um braço do Comando Vermelho em Goiás. Conforme as investigações, a organização atuava para consolidar o tráfico de drogas na região de Aparecida de Goiânia.

Além do suposto líder, outras dez pessoas suspeitas de integrar a facção foram presas. De acordo com a polícia, a maioria dos investigados já possuía antecedentes criminais e respondia por outros delitos.

A primeira fase da Operação Destroyer começou em 2023 e já resultou em 123 operações deflagradas, além de 228 investigações concluídas e encaminhadas ao Poder Judiciário. A segunda etapa, voltada ao monitoramento estratégico das organizações criminosas, teve início em 2026 e atualmente está na sexta fase.

Em abril deste ano, a Polícia Civil informou que, desde o início da operação, já haviam sido bloqueados R$ 235 milhões em bens e valores, além da apreensão de veículos, imóveis e aeronaves. Outras fases da investigação também tiveram desdobramentos em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso.

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