
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta quarta-feira (13) o padrão sanitário do Brasil e afirmou acreditar que o veto à importação de carne brasileira pela União Europeia deve se “equacionar”.
A fala de Alckmin ocorreu durante o 4 º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília.
“Tivemos, com os Estados Unidos, o tarifaço, mas está bem equacionado, bem encaminhado e temos ainda a seção 301 [investigação comercial dos EUA] que nos preocupa, mas, nesses 30 dias agora, vão ter reuniões importantes entre os representantes do Brasil e dos EUA”, afirmou.
Alckmin ressaltou os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, sigla em inglês), Suíça, Noruega, e Islândia e com a União Europeia (UE).
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O vice-presidente enfatizou que esse último é o maior acordo entre blocos do mundo. “Estamos falando de US$ 22 trilhões de mercado e, claro, que tinha uma resistência na União Europeia e, principalmente, um receio do acordo com a questão do agro”, mencionou.
Segundo Alckmin, contudo, o acordo está “bem formatado” com as salvaguardas para os dois lados.
“Entrou em vigência provisória a partir de 1º de maio e acho que essa questão vai se equacionar. Até como colocou bem o ministro André de Paula, nós somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal, como proteína vegetal”, prosseguiu.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
Cadu Gomes/VPR
Carne barrada
A decisão da União Europeia de barrar a importação de carne bovina brasileira abriu uma nova frente de tensão entre o bloco europeu e o agronegócio brasileiro. O veto, anunciado na última terça-feira (12), está ligado às exigências sanitárias da UE sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
Segundo autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias consideradas suficientes sobre o controle de substâncias utilizadas na criação animal. O governo brasileiro, porém, rebateu a avaliação e afirmou que o país adota padrões sanitários reconhecidos internacionalmente.
Em resposta, o governo afirmou ter recebido a decisão “com surpresa” e informou que pretende atuar diplomaticamente para tentar reverter o veto antes da entrada em vigor das restrições, prevista para 3 de setembro. Um dos motivos, é pelo Brasil já ter normas públicas que proíbem as substâncias questionadas
A medida atinge também produtos como por exemplo, carne de frango, ovos, mel e pescados, mas a principal preocupação está na carne bovina por ser um dos itens de maior valor agregado exportados pelo Brasil
