Bradesco não poderá abrir contas por 30 dias após mau atendimento

Banco Bradesco em Juiz de Fora (MG)Reprodução/Google

O Banco Bradesco foi alvo de medidas cautelares que suspendem parte das atividades comerciais depois de uma sequência de denúncias de mau atendimento a clientes. A decisão impede, por 30 dias, a abertura de novas contas, a captação de clientes e a venda de produtos como seguros, consórcios, previdência privada e títulos de capitalização em uma das agências da instituição.

A punição também proíbe ações de marketing e envio de ofertas comerciais. Caso as determinações sejam descumpridas, a multa diária prevista é de R$ 50 mil.

Mau atendimento e série de autuações

As restrições foram aplicadas pelo Procon de Juiz de Fora (MG) contra a agência do banco localizada na Avenida Barão do Rio Branco, no Centro da cidade. Segundo o órgão, a unidade acumula cinco autos de infração registrados entre outubro de 2025 e março deste ano, além de ocorrências anteriores ligadas aos mesmos problemas.

O histórico pesou.

Banco Bradesco em Juiz de Fora (MG)Reprodução/Google

De acordo com o Procon, o banco chegou a participar de uma reunião em abril deste ano e recebeu prazo para apresentar mudanças no atendimento, mas as medidas consideradas necessárias não teriam sido adotadas.

As fiscalizações encontraram filas do lado de fora da agência, idosos aguardando atendimento sob sol e chuva, falta de distribuição de senhas e falhas na organização do fluxo de clientes.

Em períodos de maior movimento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), as restrições serão ainda maiores. Nos cinco últimos dias úteis de cada mês e nos cinco primeiros do mês seguinte, a agência deverá suspender atividades comerciais consideradas não essenciais e concentrar o atendimento apenas em serviços bancários básicos, pagamentos de benefícios e casos emergenciais.

O órgão afirma que houve piora no atendimento após redução da estrutura física e diminuição do número de funcionários da unidade.

A superintendente do Procon de Juiz de Fora, Tainah Marrazzo, disse em comunicado emitido pela prefeitura da cidade que as medidas tentam interromper uma “precarização sistemática” no atendimento ao consumidor, principalmente idosos e aposentados.

Procurado pelo iG, o Bradesco disse que não comenta casos “sub judice”, termo usado para processos em discussão na esfera judicial ou administrativa.

O iG também entrou em contato com o Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora e o Banco Central e aguarda posicionamento. Ambos, segundo a Prefeitura, receberiam o comunicado da decisão. 

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