
Roberto Francheschetti Filho e Dilomar Batista são os principais suspeito no Caso Cláudia Lobo
Andressa Lara/TV TEM
O júri popular do ex-presidente da Apae de Bauru (SP), Roberto Franceschetti Filho, e do auxiliar de almoxarifado da entidade, Dilomar Batista, réus no processo que investiga o desaparecimento e assassinato da ex-secretária da instituição, Cláudia Lobo, começa nesta quinta-feira (9).
Logo pela manhã, será realizado o sorteio dos sete jurados que vão compor o conselho de sentença. Em seguida, serão realizados os depoimentos das testemunhas de acusação e de defesa, e, por fim, os interrogatórios dos réus.
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Ao todo, cinco testemunhas foram indicadas pela acusação, representada pelo Ministério Público, e pela assistente de acusação. Roberto Franceschetti terá cinco testemunhas de defesa, e Dilomar Batista, duas.
Polícia Civil confirma que funcionária da Apae desaparecida foi assassinada
Roberto Franceschetti Filho, que estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos (SP), foi transferido para o CDP de Bauru para participar presencialmente do júri, que começa às 9h.
Roberto Francheschetti responde pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Ele foi preso no dia 15 de agosto de 2024 como o principal suspeito no desaparecimento e assassinato de Cláudia, vista pela última vez no dia 8 de agosto de 2024.
Sem levar bolsa ou celular e com a justificativa de que precisava sair para “resolver algumas coisas do trabalho”, Cláudia saiu da Apae em um veículo da entidade que foi encontrado apenas no dia seguinte, abandonado em uma rua do bairro Vila Dutra, com vestígios de sangue.
Imagens provam que presidente da Apae de Bauru esteve com funcionária morta
Câmeras de segurança registraram Cláudia e Roberto neste mesmo veículo, trocando de lugar. Segundo a Polícia Civil, foi nesse momento que ele teria atirado contra a ex-secretária. Veja nas imagens acima.
Dilomar Batista teve a prisão preventiva negada e responde em liberdade, sendo acusado de fraude processual e ocultação de cadáver. O ex-funcionário da instituição confirmou os fatos relacionados à ocultação do corpo da vítima durante as audiências do caso, no dia 16 de janeiro de 2025.
Desvio milionários
Presos suspeitos de desvios milionários na Apae de Bauru
Reprodução/TV TEM
Além do processo por homicídio, Roberto Francheschetti também é investigado por um esquema de desvio de verbas na Apae, que teria, inclusive, motivado o assassinato de Cláudia.
As investigações sobre o suposto esquema de desvios, que envolvem também parentes de Cláudia, continuam em andamento pelo setor especializado em crimes de lavagem de dinheiro da Polícia Civil – o Seccold – e também pelo Gaeco.
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Além das nove pessoas que chegaram a ser presas por suspeita de envolvimento no esquema, outras quatro são investigadas. Com exceção de Roberto, preso pelo desaparecimento e morte de Cláudia, os demais suspeitos são investigados em liberdade.
O Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) pediu o ressarcimento de R$ 10 milhões aos envolvidos por desvios na Apae. Veja mais detalhes do caso na reportagem abaixo.
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