Com 60 acres de jardins reais e construído em 1515, o Palácio de Hampton Court virou o símbolo máximo da dinastia Tudor inglesa

Com 60 acres de jardins reais e construído em 1515, o Palácio de Hampton Court virou o símbolo máximo da dinastia Tudor inglesa

Palácio de Hampton Court, situado às margens do Rio Tâmisa nos arredores de Londres, é a joia definitiva da era monárquica britânica. Com 60 acres de jardins impecáveis e fundações de 1515, a residência tornou-se o símbolo máximo da Dinastia Tudor e do rei Henrique VIII.

Como o Palácio de Hampton Court reflete o poder de Henrique VIII?

Originalmente construído pelo Cardeal Wolsey, o palácio foi apropriado por Henrique VIII, que o transformou em um complexo de lazer e ostentação para impressionar embaixadores europeus. A engenharia da época incluiu quadras de tênis reais, cozinhas gigantescas e o imponente Great Hall, com seu teto de madeira esculpida em vigas marteladas.

A preservação deste edifício colossal é gerida pelo Historic Royal Palaces (HRP), uma fundação que garante que as tapeçarias do século XVI e os vitrais originais não sucumbam à umidade natural da região do Tâmisa.

Com 60 acres de jardins reais e construído em 1515, o Palácio de Hampton Court virou o símbolo máximo da dinastia Tudor inglesa
Residência real com sessenta acres de jardins preservando a arquitetura do século dezesseis – Créditos: depositphotos.com / [email protected]

Como a arquitetura do edifício mistura os estilos Tudor e Barroco?

O palácio é, na verdade, a fusão de dois edifícios distintos. Enquanto a ala frontal exibe a arquitetura Tudor de tijolos vermelhos e chaminés ornamentadas, a parte traseira foi redesenhada por Sir Christopher Wren no século XVII a mando do Rei William III, que desejava um “Versalhes inglês”.

Para ajudar estudantes de arquitetura e turistas a identificarem essas fases construtivas, elaboramos a comparação técnica abaixo:

Fase Arquitetônica Período Tudor (Henrique VIII) Período Barroco (William III e Mary II)
Material da Fachada Tijolos vermelhos e torres torreões Pedra de Portland branca e tijolos simétricos
Foco do Design Fortificação, pátios fechados e gárgulas Simetria rigorosa, colunatas e janelas altas

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Quais são os principais dados históricos que marcam esta residência?

A magnitude da corte real exigia uma logística quase industrial para o século XVI. O palácio precisava abrigar, alimentar e entreter centenas de cortesãos simultaneamente. Para entender o tamanho dessa operação, compilamos os indicadores de infraestrutura da época.

Baseado nos arquivos reais de Londres, apresentamos os números que definem a grandiosidade deste patrimônio da coroa:

  • Ano de Fundação: 1515 (Cardeal Wolsey) e expandido na década de 1520.

  • Cozinhas Tudor: Serviam mais de 1.200 refeições diárias.

  • Jardins Reais: Mais de 60 acres, incluindo o famoso labirinto (Maze).

  • Capela Real: Teto de abóbada de madeira folheada a ouro e azul.

Quais os segredos por trás dos 60 acres de jardins reais ingleses?

Os jardins são um espetáculo à parte, moldados ao longo de séculos. O Privy Garden foi restaurado exatamente como era no ano de 1702, utilizando as mesmas espécies botânicas da época. Já a “Grande Videira” (Great Vine), plantada em 1768, ainda produz uvas anualmente e é considerada a maior do mundo.

O labirinto de sebes (Hampton Court Maze) foi encomendado em 1690 e é o labirinto de quebra-cabeça sobrevivente mais antigo do Reino Unido, atraindo milhares de famílias que tentam encontrar o caminho até o centro em meio às paredes verdes.

Para conhecer de perto o estilo de vida luxuoso e intrigante da monarquia britânica, destacamos este tour do canal MemorySeekers. No vídeo abaixo, você poderá caminhar pelos corredores por onde passaram Henrique VIII e Ana Bolena, conhecendo as cozinhas reais, os jardins e o famoso labirinto do palácio:

Como planejar um roteiro imersivo pelos salões do palácio?

Explorar o edifício exige pelo menos um dia inteiro. A Visit Britain, agência de turismo britânica, recomenda que os visitantes iniciem o tour pelas cozinhas Tudor para entender a logística de base, passando pelo Great Hall e finalizando nos suntuosos apartamentos de estado barrocos.

Caminhar pelos corredores por onde figuras como Ana Bolena e William Shakespeare passaram é uma imersão na cultura britânica. O palácio é um documento vivo que prova que a arquitetura pode contar as intrigas, romances e o poder de uma das monarquias mais famosas da história.

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