Com suas fundações do século XVII sobre a rocha, o Solar do Unhão abriga o museu de arte moderna e guarda séculos de história

Com suas fundações do século XVII sobre a rocha, o Solar do Unhão abriga o museu de arte moderna e guarda séculos de história

Solar do Unhão, erguido no século XVII, é um complexo colonial debruçado sobre a Baía de Todos os Santos, em Salvador. Com fundações de pedra cravadas na rocha, o conjunto histórico abriga hoje o prestigiado Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).

Como a arquitetura do Solar do Unhão resiste ao tempo e ao mar?

A estrutura do solar é um triunfo da engenharia colonial portuguesa. Construído originalmente para funcionar como engenho de açúcar e residência aristocrática, suas grossas paredes de alvenaria de pedra foram projetadas para suportar o impacto das marés e a umidade agressiva do litoral baiano.

O conjunto inclui a casa-grande, a capela, os galpões e um aqueduto que fornecia água potável à propriedade. A restauração moderna, idealizada pela arquiteta Lina Bo Bardi na década de 1960, preservou essas características brutas enquanto adaptava os interiores para receber grandes exposições de arte.

Com suas fundações do século XVII sobre a rocha, o Solar do Unhão abriga o museu de arte moderna e guarda séculos de história
Conjunto arquitetônico colonial à beira-mar que sedia o Museu de Arte Moderna da Bahia – Créditos: depositphotos.com / joasouza

Quais os dados históricos e geográficos deste cartão-postal baiano?

O complexo está estrategicamente posicionado em uma das áreas mais antigas e cênicas da capital baiana, a Avenida Contorno. Para contextualizar a importância dessa região para a cidade de Salvador, recorremos aos dados oficiais do IBGE Cidades.

Utilizando a base de dados estadual, apresentamos os indicadores que definem a grandeza desta metrópole e de seu patrimônio:

  • População de Salvador: Cerca de 2,4 milhões de habitantes.

  • Fundação do Solar: Século XVII (antigo engenho de açúcar).

  • Conversão em Museu: Década de 1960, sob a curadoria de Lina Bo Bardi.

  • Patrimônio: Tombado pelo IPHAN devido à sua relevância nacional.

Qual a diferença entre este conjunto arquitetônico e os fortes militares?

Embora possua uma posição estratégica e alvenaria robusta, a função do solar era primariamente civil e econômica, não militar. A arquitetura reflete o poder dos senhores de engenho, com amplas varandas e senzalas, diferindo das construções defensivas que pontuam o litoral baiano.

Para que estudantes e turistas compreendam a distinção estrutural na costa soteropolitana, elaboramos o quadro comparativo abaixo:

Fator Arquitetônico Solar do Unhão (Complexo Civil) Fortes de Salvador (Ex: Forte de São Marcelo)
Função Original Residência e engenho de exportação Defesa militar e controle marítimo
Características Capela, aqueduto e casa-grande Baterias de canhões, fossos e baluartes

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O que o visitante encontra no Museu de Arte Moderna da Bahia hoje?

Ao se transformar no MAM-BA, o solar passou a ser o principal polo de arte contemporânea do estado. O museu possui um acervo valioso com obras de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Rubem Valentim, além de sediar exposições temporárias que dialogam com a ancestralidade e a cultura afro-brasileira.

Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) gerencia o complexo, garantindo que o Parque das Esculturas, localizado a céu aberto ao longo do píer, seja constantemente mantido contra a corrosão marítima e permaneça acessível ao público.

Para explorar o encontro entre a arte moderna e o passado histórico de Salvador, escolhemos este material do canal Venha Ver 71. No vídeo a seguir, você conhecerá o Solar do Unhão, que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia, com sua arquitetura antiga preservada, capelas e um pôr do sol inesquecível:

Por que o pôr do sol na Baía de Todos os Santos atrai tantos turistas?

Além da arte e da história, o local tornou-se famoso por oferecer um dos melhores pores do sol do Brasil. Nos finais de tarde, baianos e turistas se reúnem no píer de pedra e no restaurante do museu para observar o sol mergulhar nas águas calmas da baía, muitas vezes ao som de jazz ao vivo (projeto JAM no MAM).

O edifício é a prova de que a arquitetura colonial pode ganhar novos significados. De um passado ligado à escravidão e ao ciclo do açúcar, o espaço evoluiu para se tornar um farol de cultura, arte e celebração da vida na capital da Bahia.

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