Pacientes perdem a visão após mutirão oftalmológico na Bahia

Cerca de 20 pessoas apresentaram complicações e perda parcial ou total da visãoUnsplash

Cerca de 20 pessoas apresentaram problemas oftalmológicos após procedimentos realizados durante mutirão em Irecê, no norte da Bahia, realizado no Centro de Especialidades Odonto-Médicas (Hospital Ceom) entre os dias 28 de fevereiro e 1.º de março deste ano. Esses pacientes apresentaram dores intensas, infecções e perda parcial ou total da visão, segundo informações do Correio. 

Durante o processo judicial envolvendo 11 afetados, a defesa contestou a perícia, alegando a existência de conflito de interesses envolvendo a responsável pela produção da prova técnica.  No pedido, enviado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e Polícia Civil (PCBA), o advogado desses pacientes salientou que a perita teria relação profissional com a clínica responsável pelo mutirão. 

O iG procurou o MP-BA, contudo não tivemos retorno. O espaço segue aberto. 

Medicamentos armazenados de forma incorreta

No início de abril, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) divulgou, após fiscalização, que medicamentos utilizados em procedimentos oftalmológicos pelo Centro Médico e Odontológico (Hospital Ceom) eram armazenados de forma incorreta.

Por nota, a unidade de saúde negou que os medicamentos estavam armazenados de forma irregular. No comunicado, o hospital afirma que os itens estavam guardados “sob temperatura controlada, localizada no centro cirúrgico, com temperatura verificada e registrada, conforme prescrito na bula do medicamento”. 

O mutirão

Entre os dias 28 de fevereiro e 1.º de março, o Centro de Especialidades Odonto-Médicas (Hospital Ceom) realizou mutirão oftalmológico na cidade de Iracê, na Bahia. Na ocasião, mais de 600 pessoas foram atendidas. Após procedimentos, 20 pacientes apresentaram complicações. 

Segundo a Polícia Civil da Bahia (PCBA), oito denúncias de pacientes que relataram perda parcial ou total da visão após o mutirão foram registradas entre os dias 27 e 30 de março, e um inquérito foi instaurado na 1.ª Delegacia Territorial (DT/Irecê). 

Adicionar aos favoritos o Link permanente.