
Uma sessão ordinária da Câmara Municipal de Porto Alegre (CMPA) foi interrompida após a vereadora Juliana Souza (PT) ter o microfone tomado pelo parlamentar Mauro Pinheiro (PP) após citar áudios com conversas entre o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O momento foi compartilhado pela vereadora, que alegou ter sido vítima de violência política mais uma vez.
Por nota, enviada ao iG, a parlamentar ressalta que o caso não é um fato isolado, mas se trata de uma “expressão da escalada da violência política de gênero e da política de ódio promovida pela extrema direita”.
No comunicado, a petista salienta que, diante da gravidade dos fatos, o mandato e a Bancada do Partido dos Trabalhadores adotarão as medidas cabíveis para responsabilização do vereador, entre elas o registro de um boletim de ocorrência e uma representação no Conselho de Ética da Câmara Municipal por quebra de decoro parlamentar.

A reportagem também entrou em contato com o vereador Mauro Pinheiro. Contudo, não tivemos retorno. Nas redes sociais, Pinheiro chegou a responder alguns comentários sobre o ocorrido. Em um deles, o parlamentar afirma que defende Bolsonaro “com orgulho” e que luta por liberdade. “E nao me intimido”, finalizou.
Presidente da Câmara se manifesta
Por nota, o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Moisés Barboza (PSDB), reforçou que Juliana Souza vai oficializar uma denúncia contra Mauro Pinheiro na Comissão de Ética e que, conforme o regimento interno, o Legislativo “dará os encaminhamentos devidos”.
Confira o comunicado na íntegra:
“Em relação ao ocorrido, a Câmara Municipal de Porto Alegre informa que a vereadora Juliana de Souza comunicou, durante a sessão plenária, que irá oficializar denúncia contra o vereador Mauro Pinheiro na Comissão de Ética do Parlamento.
O Legislativo dará os encaminhamentos devidos, conforme previsto no Regimento Interno, cabendo à Comissão a análise e o julgamento dos fatos.
A vereadora Juliana afirma que “o que aconteceu foi mais um episódio de violência política de gênero”.
