
Breno Oliveira Tessinari foi achado morto nesta quinta-feira (14)
Reprodução
O filho do ex-vereador Mauristelio Tessinari de Sousa, conhecido como Teio Tessinari, Breno Oliveira Tessinari, de 24 anos, foi encontrado morto no bairro El Castanhal, em Cobija, no Departamento de Pando, na Bolívia, na manhã desta quinta-feira (14).
O crime ocorre uma semana após a condenação do ex-vereador, que pegou mais de 6 anos de prisão por matar Antônio Deuzimar Santiago da Silva a tiros em 2022. (Relembrei o caso abaixo)
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Breno é estudante de medicina na Bolívia. A outra vítima foi identificada como Carlos Eduardo Amaral Brizola, também de 24 anos e amigo dele. Os dois sumiram nessa quinta (12).
Vítimas foram achadas mortas na Bolívia nesta quinta-feira (14)
Arquivo/Unitel Pando
As informações foram confirmadas ao g1 por um amigo de infância das vítimas. Os corpos foram achados caídos com marcas de tiros ao lado de um carro.
A reportagem apurou que a família de Breno é de Capixaba, interior do Acre. Já os familiares de Carlos Eduardo moram em Acrelândia, Brasiléia, cidades do interior, e Porto Velho, em Rondônia.
Em contato com a Rede Amazônica Acre, o delegado de Brasiléia e coordenador da Polícia Civil no Alto Acre, Erick Macial, confirmou que acompanha o caso pela imprensa boliviana e que não há registro de boletim de ocorrência na delegacia local.
Autoridades bolivianas estiveram no local e recolheram os corpos para exames cadavéricos. O caso deve ser investigado pela polícia boliviana.
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Relembre o crime
Antônio Deuzimar Santiago da Silva, de 49 anos, foi morto em 16 de junho de 2022 em um ramal na Vila Maparro, perto da fronteira do Acre com a Bolívia. A vítima passava pelo local a caminho de uma fazenda onde criava gado.
Ele desceu do carro para abrir uma porteira e foi surpreendido por Tessinari. Segundo o Ministério Público do Acre, o acusado matou a vítima para evitar ser punido pelo roubo de gado.
Na época, a polícia informou que Teio Tessinari desconfiava que Antônio Deuzimar estaria furtando gado de suas propriedades. E a discussão teria começado exatamente por conta disso, quando a vítima foi tirar satisfação com o acusado.
Conforme o delegado responsável pela investigação, Aldízio Neto, o ex-vereador já tinha feito um boletim de ocorrência alegando que a vítima teria furtado o gado dele. Após o crime, as polícias Civil e Militar do Acre foram autorizadas pelo Exército boliviano para passar para o outro lado da fronteira e buscar o corpo.
Teio Tessinari foi preso na audiência de instrução e julgamento, ao se apresentar à Justiça em Rio Branco, 1 anos e três meses após o crime. Na epóca do assasinato, ele foi considerado foragido e tinha sido incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
Por isso, o acusado teria matado Deuzimar para assegurar impunidade no crime de furto de gado. Ele foi denunciado pelo crime de homicídio, qualificado por emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e no intuito de assegurar impunidade em outro crime.
À época do crime, os advogados de Teio Tessinari, por meio do recurso, chegaram a alegar quebra da paridade de armas, ou seja, conforme o Supremo Tribunal Federal (STF), o princípio é a possibilidade de contrapor argumentos, ou, simplesmente, o princípio do contraditório.
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