
O governo de Rondônia aderiu ao Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, lançado pelo governo federal na última terça-feira (12). A iniciativa busca enfraquecer a estrutura financeira e operacional de facções criminosas em todo o país.
O programa “Brasil Contra o Crime Organizado” prevê investimentos de R$ 11,1 bilhões em ações de segurança pública, fortalecimento do sistema prisional e integração entre União, estados e municípios no enfrentamento às organizações criminosas.
Segundo o decreto, o plano foi dividido em quatro eixos principais:
fortalecimento da inteligência e do monitoramento integrado; ampliação das operações conjuntas contra o crime organizado e o tráfico de armas; intensificação das investigações patrimoniais e do bloqueio financeiro de facções criminosas; cooperação técnica e ampliação de investimentos em segurança pública com recursos federais.
Rondônia
Em Rondônia, a coordenação das ações ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), que já possui planejamento estratégico para implementar as medidas previstas no programa.
O governador Marcos Rocha afirmou que a adesão fortalece a capacidade operacional das forças de segurança do estado.
Medidas previstas no plano
Entre as ações previstas estão o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), a ampliação dos Centros Integrados de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras) e o uso de novas tecnologias para rastrear recursos ilícitos.
Na área penitenciária, o programa prevê reforço da inteligência penal, implantação de padrões de segurança máxima em presídios estaduais e bloqueio de comunicações ilegais dentro das unidades prisionais.
O plano também inclui investimentos em perícia criminal, institutos médico-legais, bancos de perfis genéticos e modernização do sistema nacional de análise balística para ampliar o esclarecimento de homicídios.
Para 2026, o programa terá previsão de R$ 1,065 bilhão em investimentos. Desse total, R$ 302,2 milhões serão destinados ao combate financeiro ao crime organizado, R$ 324,1 milhões ao sistema prisional, R$ 196,7 milhões ao esclarecimento de homicídios e R$ 145,2 milhões ao enfrentamento do tráfico de armas.
