SP: operação apura fraude de meio milhão em serviço de transporte

Serviço Especializado Ligado é feito pela EMTU em parceria com a Secretaria da Educação do EstadoDivulgação/EMTU

A Polícia Civil e a Controladoria-Geral do Estado de São Paulo (CGE-SP) investigam suspeitas de fraude no transporte de alunos com deficiência em Sumaré (SP). O caso envolve um possível prejuízo de mais de R$ 590 mil aos cofres públicos e o suposto uso de documentos falsos por empresas contratadas para prestar serviço ao Governo do Estado.

Nesta sexta-feira (15), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Sumaré e Campinas (SP), além da capital paulista, cidades da Grande São Paulo e também no estado de Goiás. A investigação começou após uma denúncia feita pela Secretaria Estadual da Educação, que identificou indícios de irregularidades no programa de transporte especial, conhecido como “Ligado”.

O serviço é voltado para estudantes com deficiência da rede estadual e de instituições conveniadas. Atualmente, o programa atende cerca de 4,7 mil alunos com uma frota de 790 veículos contratados pelo governo.

Como funcionava o esquema investigado

O programa “Ligado” era administrado inicialmente pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), responsável por contratar as empresas por meio de chamamento público. Após o encerramento das atividades da EMTU, em 2025, a gestão passou para a Secretaria Estadual da Educação, que manteve os contratos para evitar interrupções no atendimento aos estudantes.

Segundo a Controladoria-Geral do Estado, as investigações apontam que um grupo de empresas teria sido criado de forma coordenada em Sumaré para burlar regras do edital e conseguir contratos públicos.

As empresas investigadas são:

  • JH Solução Transportes LTDA
  • Henrique’s Transportes LTDA
  • J&M Irmãos Transportes LTDA
  • CA.C Transportes LTDA

De acordo com as investigações, todas foram abertas no mesmo dia, em 2023, ano em que o primeiro contrato foi firmado. Além disso, elas tinham sede no mesmo endereço e teriam utilizado documentos falsos para comprovar experiência técnica.

Ainda segundo a CGE, os atestados apresentados pelas empresas teriam sido emitidos por empresas ligadas a familiares dos investigados, em Goiás, também na mesma data da criação das transportadoras.

O Governo do Estado estima um prejuízo potencial de R$ 590.234,26 relacionado às ordens de serviço emitidas em nome das empresas investigadas.

Documentos e computadores foram apreendidos

Durante a operação, policiais e agentes da Controladoria apreenderam documentos, computadores e registros financeiros. Todo o material será analisado para verificar se houve fraude e identificar possíveis novos envolvidos no esquema.

O iG tenta contato com as empresas envolvidas e o espaço segue aberto para manifestação. 

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