Ópera ‘Salvator Rosa’ estreia com teatro lotado no Festival Amazonas de Ópera


Ópera ‘Salvator Rosa’ estreia com teatro lotado no Festival Amazonas de Ópera.
Reprodução/Rede Amazônica
O palco do Teatro Amazonas recebeu, na noite desta sexta-feira (15), a estreia da ópera “Salvator Rosa”, uma das obras mais populares do compositor brasileiro Carlos Gomes. A apresentação integra a programação do Festival Amazonas de Ópera, que chega à 27ª edição.
Antes da estreia, semanas de ensaios movimentaram o teatro com músicos, cantores e bailarinos. A preparação contou até com apresentações-teste abertas ao público, que lotaram a casa durante a semana.
A cantora lírica Maria Gerk, vinda do Rio de Janeiro, está há quase um mês em Manaus para participar da montagem. Desta vez, ela trouxe o filho pequeno para acompanhar a temporada.
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“Dessa vez eu vim com meu filho. Ele fez um ano e dez meses aqui. Para conseguir fazer esse esquema dele vir junto, ele ainda mama, então precisei montar uma rede de apoio. É uma sensação incrível, mágica mesmo, esse lugar cheio de história”, contou.
Considerada uma das principais obras de Carlos Gomes, “Salvator Rosa” é um drama lírico de 1874 que mistura ficção e fatos históricos. A trama aborda revoltas políticas, romance proibido e conflitos familiares em meio à rebelião napolitana.
O maestro e diretor musical do festival, Luiz Fernando Malheiro, destacou a força narrativa da obra.
“É a quarta ópera de Carlos Gomes que a gente apresenta no festival. O enredo é muito denso, muito interessante. A música do Carlos Gomes descreve muito bem esse cenário e prende o público”, afirmou.
Ópera ‘Salvator Rosa’ estreia com teatro lotado no Festival Amazonas de Ópera.
Reprodução/Rede Amazônica
A história tem como protagonista o pintor e poeta italiano Salvator Rosa, interpretado pelo tenor chileno Enrique Bravo, que disse ter criado uma forte ligação com o Amazonas.
“Ele lidera uma revolução contra o poder espanhol, mas ao mesmo tempo vive um romance justamente com a filha do duque. Para mim é uma grande honra, porque o Amazonas e o Brasil me adotaram aqui. Tenho o coração muito agradecido por esse trabalho”, declarou.
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Segundo a diretora executiva do festival, Flávia Furtado, o evento ajuda a aproximar o público da música erudita e quebra estigmas sobre a ópera.
“O festival desmonta vários mitos com relação à ópera e preconceitos de que ópera é elitista ou difícil. O povo entende, o povo ama. Ele nem é mais um patrimônio só do Amazonas, é um patrimônio do Brasil”, disse.
A montagem, dividida em quatro atos, traz uma narrativa marcada por paixão, rebelião e dilemas familiares, culminando em um desfecho trágico e emocionante.
A turista Yasmim Rodrigues Pedrosa se emocionou ao assistir ao espetáculo.
“É incrível. Toca a gente em um lugar muito bonito, porque é muito emocionante. O som que ecoa aqui dentro é lindo”, afirmou.
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