Com alta de acidentes, custos com vítimas do trânsito passam de R$ 114 milhões em Presidente Prudente


Gastos com reabilitação de acidentes somam R$ 114 milhões em Presidente Prudente
Em Presidente Prudente (SP), acidentes de trânsito geram prejuízo de mais de R$ 114 milhões aos cofres públicos, além de deixar vítimas com sequelas que exigem reabilitação especializada. Esse número também acende um alerta para a campanha Maio Amarelo, que promove a conscientização para a redução de acidentes e mortes no trânsito.
Conforme dados do Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), entre abril de 2025 e março de 2026, os custos estimados das ocorrências para atendimentos de saúde e socorro foram de R$ 114.976.859.
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Desse total:
R$ 103.254.681,00 para vítimas de acidentes registrados em vias urbanas;
R$ 11.631.621,00 para vítimas de registros nas estradas e rodovias.
Ainda conforme o Infosiga, em 2026, Presidente Prudente registrou aumento no número de sinistros de trânsito nos primeiros meses do ano. Segundo o levantamento, janeiro teve 217 acidentes, número que subiu para 224 em fevereiro e chegou a 294 ocorrências em março. Este é o maior número do trimestre e também está acima de março de 2025, quando houve 254 registros.
Reabilitação
Muitas vítimas de acidentes de trânsito ficam com sequelas que exigem reabilitação especializada. Na capital do Oeste Paulista, o Centro de Reabilitação Lucy Montoro é um dos locais que atendem esses pacientes.
Segundo o setor de Fisioterapia do espaço, os pacientes atendidos na unidade em decorrência de acidentes de trânsito apresentam, em sua maioria, sequelas neurológicas, sejam encefálicas e/ou medulares, além de casos de amputações traumáticas.
O centro oferece reabilitação às pessoas com deficiência ou doenças potencialmente incapacitantes por meio de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos fisiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outros profissionais especializados.
Danilo Lopes da Trindade, fisioterapeuta da unidade, completa que, “nesse contexto, nós buscamos autonomia, funcionalidade e qualidade de vida do paciente”.
“Algumas lesões são transitórias, outras são permanentes. Quando o paciente é vítima de uma lesão permanente, [isso] envolve cuidados, e muitas vezes esses cuidados são oferecidos por um familiar, então acaba envolvendo toda a família”, diz em entrevista à TV TEM.
Danilo Lopes da Trindade, fisioterapeuta da unidade, ressalta o atendimento multidisciplinar a vítimas de acidentes de trânsito
Reprodução/TV TEM
Principais sequelas
Os sinistros de trânsito não são uma doença, mas representam um grave problema de saúde pública. Eles podem causar mortes, traumas físicos, sequelas neurológicas, amputações, dor crônica, sofrimento emocional e impactos profundos nas famílias e comunidades.
As consequências para quem sobrevive podem ser imediatas ou duradouras. Entre os principais desfechos estão fraturas, traumatismo cranioencefálico, lesões medulares, limitações motoras, internações prolongadas, necessidade de cirurgias e reabilitação. Além das marcas físicas, muitas pessoas desenvolvem medo de dirigir, ansiedade, sintomas depressivos, luto traumático e dificuldade de retomar a rotina.
Grande parte desses episódios está relacionada a fatores evitáveis, como: excesso de velocidade, consumo de álcool ou outras substâncias, uso do celular ao volante, desrespeito à sinalização, fadiga, falta de capacete, cinto de segurança ou cadeirinha infantil.
A Organização Pan-Americana da Saúde, vinculada à Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), destaca que medidas simples, como o uso correto de capacete, cinto e sistemas de retenção para crianças, reduzem significativamente o risco de morte e de lesões graves no trânsito.
A prevenção depende de ações individuais e coletivas. Respeitar os limites de velocidade, não dirigir após consumir álcool, evitar distrações, usar equipamentos de proteção, cuidar da manutenção do veículo e adotar uma postura de atenção e empatia nas vias são atitudes que protegem motoristas, passageiros, motociclistas, ciclistas e pedestres.
O Maio Amarelo é um movimento internacional que visa preservar a vida no trânsito por meio de ações coordenadas entre o poder público e a sociedade civil. A iniciativa foi criada em 2014 pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), em apoio à Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020, da Organização das Nações Unidas (ONU).
Acidente em rodovia de Itatiba (SP)
Arquivo/Gustavo Netto/TV TEM
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