
Uma investigação conjunta entre as autoridades policiais e aduaneiras do Japão resultou na prisão de um brasileiro acusado de tráfico internacional de drogas. O suspeito teria transportado aproximadamente três quilos de cocaína do Brasil para o território japonês, utilizando embalagens de proteína em pó para camuflar o entorpecente. A carga apreendida possui um valor de mercado estimado em cerca de 72 milhões de ienes, equivalente a mais de 2 milhões de reais.
As autoridades da província de Mie identificaram o homem como Julio Eucleber da Silva Watanabe Junior, de 35 anos. Ele é morador da cidade de Yokkaichi, situada na mesma província, e exercia atividade profissional no setor de construção civil,, conforme reportagem da Chukyo TV e do jornal Sankei.
De acordo com o relatório oficial da polícia, o brasileiro é acusado de violar as diretrizes da Lei de Controle de Narcóticos. A acusação formal aponta que a introdução da substância ilícita no país asiático tinha como finalidade exclusiva a obtenção de lucros financeiros.
Envio de entorpecentes por remessa internacional
O monitoramento dos investigadores revelou que a ação criminosa teve início em novembro do ano passado. Na ocasião, o suspeito teria agido de forma coordenada e em conjunto com outras pessoas para despachar a cocaína a partir do Brasil. O transporte da droga foi feito por meio do serviço de correio internacional, tendo como destino final a própria residência onde o brasileiro morava na época, localizada na cidade de Suzuka, também na província de Mie.
A substância estava distribuída e oculta no interior de três potes de proteína, totalizando a quantia aproximada de 3 quilos. No entanto, a mercadoria não chegou ao destino planejado, pois foi descoberta e retida durante uma inspeção de rotina realizada por agentes da alfândega no Aeroporto Internacional de Kansai, na província de Osaka.
Até o momento, a polícia local não informou se Julio Eucleber da Silva Watanabe Junior admite ou nega as acusações levantadas contra ele. Apesar do silêncio sobre o depoimento, o setor de investigação trabalha com a forte convicção de que existam outros cúmplices operando a rede de distribuição dentro do próprio Japão. Em função disso, as autoridades continuam apurando o caso para identificar os demais envolvidos e verificar a possível ligação do brasileiro com outros episódios de tráfico de drogas no país.
