Ata do Fed, PMIs globais e balanço da NVIDIA marcam a semana no mercado

FED, ATA DO FED

A semana entre os dias 18 e 22 de maio será marcada por uma agenda econômica carregada no Brasil e no exterior, com foco em atividade, inflação, juros e balanços corporativos. Entre os principais eventos estão a divulgação da ata do Federal Reserve, os PMIs preliminares de maio, os dados de atividade da China, o IBC-Br no Brasil e o balanço da NVIDIA nos Estados Unidos.

Na China, a semana começa com uma bateria de indicadores referentes a abril, incluindo produção industrial, vendas no varejo, investimento em ativos fixos, taxa de desemprego, investimento estrangeiro direto e preços de imóveis nas 70 maiores cidades. Os números serão acompanhados de perto porque ajudam a medir o ritmo da segunda maior economia do mundo e a demanda por commodities.

Na terça-feira, o mercado também acompanha a decisão do Banco Popular da China sobre as taxas preferenciais de empréstimo de 1 e 5 anos. A sinalização será observada em meio às expectativas por possíveis estímulos para sustentar a atividade industrial, o consumo e o setor imobiliário.

No Japão, entram no radar o PIB do primeiro trimestre, a balança comercial, a inflação ao consumidor e leilões de títulos públicos. Outros dados da Ásia e da Oceania, como desemprego em Hong Kong e Austrália e decisão de juros na Indonésia, também ajudam a compor a leitura sobre liquidez global e fluxo de capitais.

Na Europa, os investidores acompanham os PMIs preliminares de maio, dados de inflação, vendas no varejo no Reino Unido, PIB da Alemanha e indicadores de confiança, como GfK e Ifo. A agenda será importante para medir a força da atividade em um ambiente de crescimento ainda frágil e incerteza sobre os próximos passos da política monetária.

No Brasil, os destaques serão o Boletim Focus, o IGP-10 da Fundação Getulio Vargas, o IBC-Br de março e a reunião do Conselho Monetário Nacional. O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, será o principal dado doméstico da semana e deve ajudar o mercado a avaliar o ritmo da economia no fim do primeiro trimestre.

O fluxo de capital também segue no radar. Segundo dados da B3 enviados nos insumos da reportagem, os investidores estrangeiros retiraram R$ 1,197 bilhão da Bolsa no dia 13 de maio. No mês, o saldo está negativo em R$ 6,4 bilhões, enquanto no ano ainda há entrada líquida de R$ 50 bilhões. Entre investidores institucionais, houve retirada de R$ 75,5 milhões no mesmo dia, com saldo positivo de R$ 2 bilhões no mês e saída líquida de R$ 45,4 bilhões no ano.

A agenda política brasileira também pode influenciar os ativos locais. O mercado acompanha pesquisas eleitorais, votações no Congresso e os debates sobre a PEC que trata da escala 6 por 1, em um ambiente de maior sensibilidade a temas fiscais, trabalhistas e de crescimento econômico.

Nos Estados Unidos, o principal evento macroeconômico será a ata da última reunião do Fed, prevista para quarta-feira. O documento pode trazer novas indicações sobre a visão dos dirigentes do banco central americano em relação à inflação, atividade e juros. Também serão divulgados indicadores do mercado imobiliário, pedidos de seguro-desemprego, PMIs e a confiança do consumidor da Universidade de Michigan, com atenção às expectativas de inflação de 1 ano e de 5 anos.

“Nos Estados Unidos, destaque pra ata do FED, última decisão de política monetária do Banco Central Americano, quarta-feira, e depois do fechamento do pregão, o balanço da NVIDIA”, destaca Francisco Alves, operador de mercado e apresentador do Pre Market, da BM&C News.

O resultado da NVIDIA será um dos principais eventos da temporada de balanços. A companhia divulga seus números após o fechamento do mercado na quarta-feira, em meio à expectativa dos investidores sobre demanda por inteligência artificial, data centers e semicondutores. A empresa é a última das chamadas “sete magníficas” a reportar resultados nesta temporada.

As commodities seguem como outro foco da semana. O petróleo permanece volátil, sustentado por riscos geopolíticos e pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O minério de ferro segue próximo de US$ 110 por tonelada, mas com viés mais fraco diante da desaceleração do setor imobiliário chinês e dos estoques elevados nos portos. Já o gás natural e os fertilizantes continuam no radar por seus possíveis impactos sobre custos de energia e alimentos.

“Mercado vai monitorar ainda conflito do Oriente Médio, principalmente por conta das altas, o contínuo preço de alta do preço do petróleo”, afirma o apresentador do Pre Market.

Com Fed, China, PMIs, petróleo e NVIDIA no centro das atenções, a semana tende a ser importante para a precificação de juros, câmbio, Bolsa e commodities. O pano de fundo segue marcado por inflação persistente, tensões geopolíticas, seletividade dos fluxos globais e maior atenção a setores ligados a energia, commodities, exportação, infraestrutura e inteligência artificial.

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