‘Extrema confiança nos técnicos’, diz ministro interino da Saúde sobre atuação da Anvisa no caso Ypê


Lula inaugura 4 novas linhas do superlaboratório Sírius em Campinas
Gabriella Ramos/g1
Ao ser questionado sobre o caso dos produtos da Ypê suspensos, o ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, afirmou que o Ministério tem “extrema confiança” nos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que dá as condições para que os profissionais tomem as medidas necessárias para garantir a segurança da população.
“O Ministério tem acompanhado o caso Ypê como questão técnica acompanhada pela Anvisa. Tem extrema confiança nos técnicos da Anvisa, as ações que são realizadas, então, dando toda a condição para que os profissionais da Anvisa possam realizar as suas ações e tomar as medidas necessárias para a segurança do povo brasileiro”, afirmou o ministro interino.
A afirmação foi feita em entrevista coletiva durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncroton do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), nesta segunda-feira (18) em Campinas (SP). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do evento.
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As novas linhas devem ampliar a capacidade de pesquisa em áreas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.
🔬 As “linhas de luz síncrotron” são canais que usam feixes extremamente intensos de luz produzidos por um acelerador de partículas para “enxergar” a estrutura de materiais, células e moléculas em detalhes minúsculos, ajudando em pesquisas científicas e tecnológicas.
As quatro linhas receberam investimento total de R$ 230 milhões, sendo R$ 30 milhões do Novo PAC. Com a inauguração, o Sirius chega a um total de 15 linhas em funcionamento.
➡ Considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius integra o grupo restrito de países com fonte de luz síncrotron de quarta geração. O equipamento funciona como um “supermicroscópio” capaz de analisar estruturas em escala atômica e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento.
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Conheça as linhas inauguradas:
Linha Tatu: Primeira da segunda fase do Sirius e financiada pelo Novo PAC, será a primeira fonte de quarta geração a operar na faixa dos terahertz. Permitirá estudar materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas em escala nanométrica. As pesquisas podem gerar avanços em telecomunicações, computação, processamento de dados com luz, ciência de materiais e sistemas biológicos.
Linha Sapucaia: Dedicada a estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias, incluindo pesquisas ligadas à parceria científica entre Brasil e China.
Linha Quati: Focada em investigações avançadas para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.
Linha Sapê: Voltada ao desenvolvimento de materiais avançados com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, incluindo estudos em materiais supercondutores e semicondutores, importantes para novos chips da indústria eletrônica.
O presidente Lula durante discurso em Campinas (SP)
Reprodução/Canal Gov
Superlaboratório Sirius
O Sirius é um dos três laboratório de luz síncrotron de 4ª geração do mundo, instalado no CNPEM, que atua como uma espécie de “raio X superpotente” que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas.
Ele foi projetado para abrigar até 38 linhas de luz (estações de pesquisa), sendo 14 delas previstas na primeira fase. Com o novo PAC, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai destinar mais R$ 800 milhões para avançar no projeto, com a construção de mais 10 novas linhas.
Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos.
Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo.
Vista aérea do laboratório Sirius, em Campinas
Reprodução/EPTV
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