
Alunos da Escola de Ciência do CNPEM, em Campinas
Ricaella Inocente
O Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, que estrutura o primeiro polo de inovação voltado ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), prevê mais de R$ 600 milhões em investimentos ao longo de quatro anos.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (18) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro.
O programa tem como objetivo ampliar a capacidade do Brasil de desenvolver tecnologias estratégicas em saúde e reduzir a dependência externa na produção de medicamentos, vacinas e equipamentos.
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De acordo com o ministro interino, o investimento será feito ao longo de quatro anos, com início imediato.
“Investimento de mais de R$ 600 milhões, que vai ser realizado em um período de quatro anos. Esse ano já se inicia com investimento de R$ 60 milhões”, afirmou Massuda
Os recursos serão destinados à construção de infraestrutura de pesquisa e aquisição de equipamentos necessários para testes e desenvolvimento tecnológico.
Ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, durante evento no CNPEM em Campinas
Reprodução/EPTV
Estruturação do polo
O programa inclui a criação do Complexo Arandus, que funcionará como centro-âncora do polo de inovação, e a expansão da infraestrutura científica do CNPEM, incluindo o acelerador de partículas Sirius.
A execução inicial do projeto terá início ainda em 2026, com previsão de finalização para operacionalização plena a partir de 2029.
Segundo o Ministério da Saúde, o modelo reúne pesquisa, apoio ao escalonamento produtivo, validação regulatória e articulação com o setor industrial para acelerar o desenvolvimento de soluções voltadas à população.
O complexo deve concentrar pesquisas em áreas como biotecnologia, desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), diagnósticos e biofármacos.
O plano inclui:
criação de uma rede nacional de inovação em saúde coordenada pelo CNPEM
desenvolvimento do primeiro protótipo brasileiro de equipamento clínico de ressonância magnética para extremidades
criação de plataformas de inteligência artificial para descoberta de fármacos
criação de um núcleo nacional para desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), tecnologias biomédicas e soluções terapêuticas
estruturação de biofoundries, que são sistemas automatizados que aceleram pesquisas
ampliação de biobancos e coleções microbianas
apoio a até 15 projetos de inovação radical e execução imediata de quatro projetos-piloto financiados pelo Ministério da Saúde
Segundo o governo federal, a iniciativa vai permitir que projetos de alta complexidade sejam realizados no país, garantindo mais acesso da população a itens essenciais de saúde.
Nos primeiros 12 meses, o CNPEM deve instalar a infraestrutura, abrir chamadas nacionais e selecionar projetos de alto impacto.
Equipamento nacional de ressonância magnética
Outro projeto estratégico é o desenvolvimento do primeiro protótipo brasileiro de um equipamento clínico de ressonância magnética para extremidades, tecnologia que promete reduzir custos e ampliar o acesso a exames de imagem.
O desenvolvimento será feito em seis etapas ao longo de 24 meses, incluindo estudos conceituais, fabricação de componentes e validação com geração de imagens.
Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP).
CNPEM/Sirius/Divulgação
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