
Um ataque a tiros nas proximidades de uma mesquita em San Diego, na Califórnia, deixou três mortos e mobilizou dezenas de policiais nesta segunda-feira (18). As autoridades identificaram os suspeitos como Cain Clark, de 17 anos, e Caleb Velasquez, de 18, segundo fontes ligadas à investigação.
De acordo com informações obtidas pelo jornal New York Post, ao menos um dos jovens retirou armas da casa dos pais antes da ação e deixou uma carta de suicídio contendo referências a “orgulho racial”. A polícia também encontrou mensagens anti-islâmicas gravadas nas armas utilizadas no atentado.
Um dos responsáveis pelo ataque na mesquita era tidom como destaque em escola
Cain Clark estudava na Madison High School e era destaque na equipe de wrestling da instituição, conforme publicações nas redes sociais da escola. O avô do adolescente, David Clark, de 78 anos, afirmou estar em choque com o ocorrido.
No local onde os corpos dos suspeitos foram encontrados, investigadores localizaram uma espingarda e um galão de gasolina com um adesivo contendo as letras “SS”. A sigla faz referência à Schutzstaffel, organização paramilitar ligada ao regime nazista de Adolf Hitler e comandada por Heinrich Himmler durante a Segunda Guerra Mundial.

Segundo a polícia, pouco antes do ataque, por volta das 9h42 da manhã, uma mãe entrou em contato com as autoridades relatando o desaparecimento do filho adolescente. Ela afirmou acreditar que o jovem estava em situação suicida e revelou que diversas armas da família, além do carro da casa, haviam desaparecido.
A mulher também informou que o rapaz estava acompanhado de outro jovem e que ambos usavam roupas camufladas. Embora a polícia não tenha confirmado oficialmente que o adolescente desaparecido era um dos autores do ataque, os detalhes coincidem com as informações obtidas pela imprensa americana.
Entre as vítimas fatais está Amin Abdullah, segurança da mesquita e pai de oito filhos. Segundo as autoridades, ele conseguiu impedir que o número de mortos fosse ainda maior. As outras vítimas foram o proprietário de um mercado local e outro homem que ainda não teve a identidade divulgada.
Após o atentado, os suspeitos fugiram em uma BMW branca, informou a polícia durante coletiva de imprensa.
O imã Taha Hassane, do centro islâmico, gravou um vídeo tranquilizando a comunidade muçulmana da Califórnia.
As autoridades disseram que os primeiros policiais chegaram ao local apenas quatro minutos após as chamadas de emergência. Entre 50 e 100 agentes participaram da operação, vasculhando salas de aula, áreas de oração e prédios vizinhos em busca de possíveis ameaças.
As investigações continuam, e a polícia ainda não confirmou oficialmente a motivação do ataque. Entretanto, os indícios encontrados reforçam a suspeita de crime motivado por extremismo e intolerância religiosa.
