
O governo do Irã admitiu pela primeira vez nesta segunda-feira (18) que o atual líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, ficou ferido durante os ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra o país persa.
Há meses, o estado de saúde de Khamenei não era informado. Além disso, não houve aparição pública desde o início da guerra e desde a morte do pai e líder supremo anterior, Ali Khamenei, atingido nos bombardeio.
O porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, Hossein Karmanpour, afirmou ao site Iran International que Mojtaba foi levado ao hospital após os ataques e recebeu pontos na perna.
Segundo ele, os ferimentos “não eram graves o suficiente para causar mutilação ou amputação”.
A fala contradiz versões divulgadas por autoridades estadunidenses e israelenses, que afirmavam acreditar que Khamenei havia sofrido ferimentos mais graves, incluindo amputações e necessidade de diversas cirurgias.
Até agora, o governo iraniano evitava comentar publicamente o tema, o que fez com que as especulações sobre o estado de saúde do novo líder supremo só aumentasse.
Atualmente, o governo iraniano tenta avançar nas negociações para parar a guerra e aliviar a pressão econômica provocada pelas sanções e pelos ataques à infraestrutura do país.

Também nesta segunda-feira, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que autoridades do país precisam abandonar o que chamou de “imagem falsa” sobre a situação da guerra.
Nova proposta de paz
O Irã enviou uma nova proposta de cessar-fogo aos Estados Unidos, por intermédio do Paquistão, que está fazendo esse “leve e traz” entre os países.
A proposta tem 14 pontos e inclui:
- fim das hostilidades em todas as frentes;
- retirada de forças estadunidenses de áreas próximas ao Irã;
- suspensão do bloqueio marítimo dos EUA;
- liberação de recursos iranianos congelados;
- retirada gradual de sanções econômicas;
- reparações pelos danos provocados pela guerra.
O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, confirmou parte das exigências nesta terça-feira (19).
Do lado estadunidense, o presidente Donald Trump afirmou que suspendeu uma retomada dos ataques após receber sinais de avanço diplomático.
Trump voltou a dizer que aceitaria um entendimento que impedisse o Irã de desenvolver armas nucleares sem necessidade de novos bombardeios.
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A guerra iniciada no fim de fevereiro provocou tensão global pelo risco de fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
