Existe uma diferença brutal entre pessoas comuns e pessoas que enriquecem de verdade, e quase ninguém gosta de admitir isso. por aquilo. É exatamente por isso que Neymar ficou bilionário. E não, isso não aconteceu apenas porque ele “joga bola”.
Se fosse só talento, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno teriam patrimônios semelhantes ao dele. Neymar virou uma máquina de geração de riqueza porque reuniu três fatores que raramente aparecem juntos: uma habilidade extremamente rara, anos de aperfeiçoamento obsessivo e uma gestão financeira construída desde cedo.
Segundo a Forbes, Neymar segue entre os atletas mais bem pagos do planeta, com ganhos estimados em US$ 76 milhões apenas em 2025. Mas o ponto mais importante não é o valor. É entender por que alguém consegue produzir isso. O mercado sempre recompensa quem entrega algo difícil de substituir.
As pessoas olham para Neymar apenas pelo lado polêmico, pelas festas, pelas lesões ou pelos exageros fora de campo, e ignoram a principal lição que ele oferece. O pai dele entendeu cedo algo que o brasileiro médio ainda não aprendeu: transformar renda em patrimônio.
Desde muito novo, Neymar foi tratado como uma marca global. Contratos, licenciamento, publicidade, direitos de imagem, investimentos e proteção patrimonial foram estruturados enquanto a maioria dos jogadores brasileiros ainda pensava apenas no próximo salário. E isso vale para qualquer profissão. Uma diarista pode cobrar R$ 150 ou R$ 300 pela mesma diária. O que muda é o quão raro é o serviço dela.
Existe a profissional que apenas limpa uma casa, e existe aquela que entrega uma experiência parecida com a de um hotel de luxo, com organização impecável, cheiro característico, roupas alinhadas por cor, detalhes que poucas pessoas conseguem reproduzir.
O mercado percebe isso. E paga mais. O mesmo vale para médicos, empresários, vendedores, advogados ou donos de pequenas empresas. Dinheiro não segue diploma. Dinheiro segue raridade.
Na minha empresa, a Gueratto Press, eu vejo isso acontecer todos os dias. Nós não somos os mais baratos do mercado e nunca quisemos ser. Nosso objetivo sempre foi sermos raros. Poucos players entregam mais de 30 mil matérias por ano, como nosso time entrega. Existem dezenas de assessorias de imprensa no Brasil, mas poucas conseguem transformar pautas em manchetes nacionais de maneira recorrente, criar ganchos fortes, entender timing jornalístico e gerar valor real para os clientes.
É justamente por isso que a maioria dos nossos contratos nasce por indicação. Quando uma empresa se torna rara, ela deixa de disputar preço e passa a disputar valor. O mesmo aconteceu com Neymar. O talento natural abriu a porta, mas foi o aperfeiçoamento constante e a construção inteligente da marca que criaram a fortuna. A reportagem do jornal britânico The Times sobre a trajetória de Neymar mostra justamente isso, ao destacar que ele e o pai compreenderam cedo que, jogando naquele nível, “o dinheiro chegaria”, enquanto a gestão da carreira virou praticamente um projeto empresarial familiar.
O problema do Brasil é que muita gente prefere criticar quem prospera em vez de estudar o que pode aprender com essas pessoas. Nem todo brasileiro será o Neymar. Mas qualquer brasileiro pode desenvolver uma habilidade rara. Pode estudar mais que a média, trabalhar melhor que a média, entregar uma experiência acima da média e aprender a investir antes de gastar.
O grande erro financeiro das pessoas é investir o que sobra no fim do mês, porque quase nunca sobra. Gastar gera prazer imediato, libera dopamina e cria a falsa sensação de recompensa. O correto é o contrário. O primeiro dinheiro que entra deveria ser guardado e investido. Essa disciplina, combinada com uma habilidade rara, muda qualquer vida no longo prazo. Talvez você nunca tenha um patrimônio de bilhões, mas provavelmente estará muito acima da média do país e terá algo que a maioria dos brasileiros infelizmente não constrói: independência financeira e dignidade na velhice.
*Coluna escrita por Fabrizio Gueratto, especialista em investimentos com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. Foi sócio do Banco Modal, é professor de MBA em Finanças, autor do livro “De Endividado a Bilionário”, fundador da Gueratto Press e criador do Canal 1Bilhão, que soma quase 21 milhões de visualizações no YouTube.
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