
Saerb anuncia aumento de mais de 6% nas contas de água e esgoto
Os riobranquenses vão ter que gastar mais na conta de água e esgoto. É que a Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Acre (Ageac) aprovou o reajuste tarifário de 6,30% nas tarifas dos serviços prestados pelo Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) a partir de junho.
O aumento corresponde a uma correção de 6,30% e considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre novembro de 2024 e fevereiro de 2026.
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Com a atualização, a tarifa mínima residencial de água passa de R$ 38,37 para R$ 40,79. O reajuste representa um acréscimo de R$ 2,42 no valor básico cobrado aos consumidores.
Conta de água de Rio Branco vai ter aumento de mais de 6%
Arquivo/Assecom
Também haverá mudança na cobrança do esgotamento sanitário, que passa de R$ 30,70 para R$ 32,63, valor equivalente a 80% da tarifa de água.
Conforme a Prefeitura de Rio Branco, em alguns bairros, moradores que anteriormente não pagavam pelo serviço de esgoto passarão a ser cobrados, em razão da ampliação e entrada em operação da rede coletora em novas regiões da cidade.
Com isso, nos imóveis atendidos pelos dois serviços, o valor total da fatura mínima residencial sobe de R$ 69,07 para R$ 73,42.
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Segundo o Saerb, o reajuste é necessário para garantir a manutenção do sistema, a continuidade dos serviços e os investimentos em abastecimento e saneamento.
A autarquia destaca ainda que, apesar da alta, os valores praticados em Rio Branco continuam entre os mais baixos entre as capitais brasileiras.
Menor investimento do Brasil
Em março deste ano, dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil revelou que Rio Branco é a cidade brasileira que menos investe em saneamento básico no país. O município destinou apenas R$ 8,99 por habitante. O investimento mínimo deveria ser 25 vezes a mais do que este valor.
Em comparação com o estudo anterior, a maior cidade do Acre caiu uma posição e ocupa a 98ª posição no Ranking do Saneamento 2026, à frente somente de Porto Velho (RO) e Santarém (PA).
Sistema de água em colapso
Nos último anos, o sistema de abastecimento de água da capital tem enfrentado diversos problemas e chegou a entrar em colapso em alguns momentos. A capital acreana é abastecida por duas estações de tratamento de água, ETA I e ETA II, ambas apresentaram diversas falhas desde março de 2024.
A ETA II abastece todo o Segundo Distrito e parte do primeiro, um universo de mais de 250 mil pessoas espalhadas por mais de 50 bairros e o equivalente a 60% da área urbana da capital.
Responsável por abastecer os 40% restantes da capital acreana, a ETA I também sofreu passou por problemas. Em fevereiro de 2025, um deslizamento de terra na captação da estação interrompeu o serviço.
Abastecimento de água de Rio Branco enfrenta problemas há anos
Arquivo/Saerb
Já no dia 13 de março do mesmo ano, a correnteza do Rio Acre levou a bomba flutuante da ETA I. Na manhã seguinte, o equipamento foi encontrado em frente ao bairro Base, área central de Rio Branco.
As duas estações de tratamento tiveram que paralisar as atividades e pelo menos 300 mil moradores da capital ficaram sem fornecimento de água. A maior cidade do estado tem cerca de 380 mil habitantes, ou seja, praticamente toda a cidade ficou afetada.
O retorno parcial do funcionamento das estações iniciou no dia 17 de março de 2025, com apenas 67% da capacidade funcionando. A ETA I, que foi religada primeiro, é responsável por 40% do abastecimento de água na capital, porém, alguns bairros continuaram sem água em Rio Branco.
O envio dos recursos foi autorizado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e publicado no Diário Oficial da União (DOU). O envio dos recursos foi oficializado após a apresentação de um plano de trabalho do município e também depois do reconhecimento da situação de emergência na capital.
Como parte do uso do recurso, quatro novas bombas foram instaladas na Estação de Tratamento de Água (ETA II) e um carregamento com novas tubulações chegaram no dia 26 de março.
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