A campanha de Flávio Bolsonaro acelerou a apresentação de um plano de governo para tentar deslocar o foco da crise envolvendo Daniel Vorcaro para uma agenda programática. O movimento ocorre em meio ao desgaste provocado pela relação do senador com o ex-banqueiro e à pressão interna sobre a viabilidade da candidatura presidencial.
A estratégia é reposicionar Flávio com propostas econômicas, temas de segurança pública e uma agenda liberal voltada ao eleitorado conservador, empresários e agentes do mercado financeiro. O ex-ministro Adolfo Sachsida passou a atuar na formulação do programa econômico da campanha.
O que entra no plano econômico de Flávio Bolsonaro
Entre as propostas em discussão está a suspensão por um ano da implementação da Reforma Tributária. A ideia seria abrir espaço para rediscutir regras, exceções e impactos sobre empresas e setores produtivos.
O discurso busca reconectar a candidatura com empresários e eleitores liberais preocupados com ambiente de negócios, previsibilidade e carga tributária. Ao mesmo tempo, a segurança pública aparece como outro eixo central da estratégia, tema historicamente associado ao bolsonarismo.
Flávio intensifica agenda em São Paulo e mira Faria Lima
Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro também intensificou agendas em São Paulo para tentar reduzir o desgaste com o mercado financeiro. As reuniões com empresários e investidores da Faria Lima ocorreram de forma discreta, em um ambiente descrito como cauteloso.
Apesar da ofensiva, parte do mercado ainda mantém desconfiança sobre a candidatura. O movimento é interpretado como uma operação de contenção de danos, enquanto o PL monitora o risco de novos fatos negativos e os impactos sobre a sustentação política do senador.
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