Marcola é alvo de novo mandado de prisão em operação contra o PCC

Marcola, líder da facçãoRedes sociais

Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), voltou a ser alvo de uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira (21).

A ação, denominada Operação Vérnix, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa. Apesar de já estar preso na Penitenciária Federal de Brasília, Marcola teve um novo mandado de prisão expedido pela Justiça.

Além dele, familiares também são alvos da operação, entre eles o irmão Alejandro Camacho, que também cumpre pena no sistema penitenciário federal, e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho.

Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

As autoridades também bloquearam 39 veículos e cerca de R$ 357,5 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.

O advogado de Marcola, Bruno Ferullo, informou que deverá divulgar uma nota oficial sobre a operação.

Outros investigados

Além de Marcola e seus familiares, a influenciadora Deolane Bezerra também foi alvo da operação e acabou presa nesta quinta-feira.

Outro investigado é Everton de Souza, apontado pelas autoridades como operador financeiro do PCC. Ele também foi preso.

O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, que tem 1,4 milhão de seguidores nas redes sociais e é considerado filho de criação de Deolane, é alvo de mandado de busca e apreensão.

Quem é Marcola

Marcola, de 58 anos, está preso desde 1999 e já foi condenado a mais de 340 anos de prisão por crimes como assalto a banco, tráfico de drogas, homicídio e participação em organização criminosa.

Nascido em São Paulo, ele passou a ser apontado pelas autoridades como principal liderança do PCC a partir de 2002. Mesmo preso, investigadores afirmam que ele continua exercendo influência sobre as ações da facção.

Desde janeiro de 2023, Marcola está detido na Penitenciária Federal de Brasília. A transferência foi determinada durante a gestão do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, após suspeitas de um possível plano de fuga ou resgate.

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