Mãe e filha são presas após professora ser agredida em escola de São Sebastião do Anta


Sala onde a agressão ocorreu
Edson Simões
Mãe e filha, de 24 e 50 anos, foram presas após uma professora ser agredida dentro de uma escola municipal em São Sebastião do Anta, no Leste de Minas, nessa quarta-feira (20). Uma faca que estava com uma das envolvidas foi apreendida.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, a suspeita de 24 anos invadiu a instituição e foi até a sala onde a professora ministrava aula. Dezoito crianças, com idades entre 8 e 9 anos, participavam das atividades na Escola Estadual Mauro Jacinto de Freitas.
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“No local, a autora passou a agredir a docente com socos, tapas, arranhões e cusparadas, além de proferir ameaças relacionadas à família da vítima”, detalhou a Polícia Militar.
Testemunhas contaram à PM que a mulher tinha uma faca na cintura, o que causou pânico entre profissionais e estudantes. Funcionários da escola conseguiram contê-la até a chegada dos policiais.
“Ainda conforme relatos, a segunda envolvida, de 50 anos, acompanhava a autora principal e também tentou intimidar funcionários da escola durante a ocorrência.”
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Conforme a PM, a autora das agressões afirmou que estava revoltada por conta de um acontecimento anterior envolvendo a professora e o filho. Ela alegou que o menino teria sido agredido pela educadora.
“Ela confirmou que estava portando uma faca, mas afirmou não ter retirado a arma da cintura durante o episódio.”
A PM informou que as duas mulheres e a faca apreendida foram levadas para a delegacia da Polícia Civil em Caratinga. A mulher de 24 anos foi presa em flagrante por lesão corporal e a mãe dela foi detida pelo crime de ameaça.
“Durante o deslocamento, uma das envolvidas continuou fazendo ameaças contra as vítimas e os policiais militares”, afirmou a PM.
Faca apreendida pela PM
Polícia Militar
Episódio anterior
No dia 10 de abril deste ano, a supeita de 24 anos, procurou a Polícia Militar para relatar que o filho, de 9, havia levado um puxão de orelha da professora durante a aula. Ela decidiu acionar a corporação após uma reclamação do menino.
Na ocasião, a PM conversou com o secretário municipal de Educação, que disse que realizaria uma reunião com as partes envolvidas e adotaria as medidas cabíveis.
Os militares tiveram acesso às imagens das câmeras da sala onde a suposta agressão teria ocorrido, mas, pelos vídeos, não foi possível concluir que houve agressão quando a professora levou a mão à orelha do estudante, já que o ângulo da filmagem não favorecia a visualização e o garoto não esboçou reação que evidenciasse a agressão.
Os policiais tentaram contato com a professora, mas ela já havia deixado o município. Posteriormente, os militares foram procurados por ela, que relatou que fez uma brincadeira com o aluno, negando qualquer tipo de agressão.
O secretário disse à PM que conversou com os colegas de turma do garoto. As crianças contaram que a professora fez uma brincadeira e que todos riram, inclusive o menino.
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