O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, barrou novamente, nesta quinta-feira (21), o avanço de uma CPI mista para investigar o caso Banco Master, apesar da pressão de parlamentares do governo e da oposição.
Há pelo menos dois pedidos com assinaturas suficientes para a instalação da comissão. Pelo regimento, a leitura dos requerimentos poderia abrir caminho para a criação da CPMI em sessão conjunta do Congresso. No entanto, Alcolumbre voltou a evitar a leitura, mantendo a investigação parlamentar travada.
Por que a CPI do Banco Master enfrenta resistência?
A avaliação nos bastidores é de que falta interesse político real para instalar a comissão. Governistas temem que uma CPI produza desgaste imprevisível em ano eleitoral, enquanto oposicionistas avaliam que o foco das investigações poderia recair sobre aliados.
Entre os pontos de preocupação está a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, que passou a ocupar o centro da crise política em torno do Banco Master. O receio é de que a comissão amplie a exposição de nomes da direita e transforme o caso em um problema eleitoral.
Com a decisão desta quinta-feira, Alcolumbre assumiu novamente o custo político de barrar a CPI, repetindo a estratégia adotada em sessões anteriores do Congresso. Dessa forma, o caso deve continuar gerando pressão institucional, mas sem avanço imediato para uma investigação parlamentar mista.
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