Vorcaro aceita devolver R$ 60 mi em nova proposta para delação

Daniel VorcaroPedro Souza/ Fala Galo

Em meio às tratativas de uma possível delação premiada, a defesa de Daniel Vorcaro alega que o ex-baqueiro aceitou subir de R$ 40 milhões para R$ 60 milhões o valor de devolução caso seja acertada a colaboração junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo informações do Blog do Valdo Cruz, a PGR teria informado à defesa do ex-banqueiro que, além do ajuste do valor, havia a necessidade de refazer o roteiro da delação premiada. Ainda segundo o Blog, a primeira proposta, ofertada em abril, foi considerada insuficiente para a Polícia Federal (PF) e Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Como funcionam as negociações?

A definição dos valores a serem ressarcidos é de responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF) em conjunto com o ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Além disso, caberá ao relator do processo, o ministro André Mendonça, homologar o acordo e legalidade. A decisão final cabe ao Ministério Público e a Mendonça. 

Primeira proposta

Em abril deste ano, a defesa de Daniel Vorcaro alega que o ex-baqueiro tem a intenção de devolver R$ 40 bilhões, parcelados em 10 anos. Nesse cenário, o relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, teria sinalizado que priorizava acordos que garantam o ressarcimento a curto prazo.

À época, existia certa desconfiança sobre de onde viria esse montante. No entanto, a defesa esclareceu que tem o compromisso de ressarcir, de imediato, ao menos R$ 3 bilhões a fundos de pensão que sofreram prejuízos causados por ações do ex-banqueiro à frente da instituição financeira. 

Caso Banco Master

O colapso do Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, abriu uma série de investigações da Polícia Federal e intensificou embates entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Cerca de 800 mil clientes aguardam o reembolso de investimentos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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