Irmãos são denunciados por movimentar R$ 77 milhões do tráfico e lavar dinheiro até com churrascarias


Mãe, filha e genro são presos em operação contra tráfico e lavagem de dinheiro em churrasc
Os irmãos Nereu Douglas Fialho de Melo e Gabriel Fialho de Melo foram denunciados à Justiça por liderarem um esquema de venda de drogas e usar empresas, incluindo churrascarias em Boa Vista, para movimentar dinheiro do crime tráfico. Além deles, outros 10 investigados foram denunciados. A acusação é do Ministério Público (MP) de Roraima.
A reportagem tem localizar a defesa dos alvos da denúncia. Veja a lista de todos os denunciados e os crimes atribuídos a cada um no processo:
Nereu Douglas Fialho de Melo: Tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Gabriel Fialho de Melo: Tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Tamyris da Silva Liberato dos Santos (esposa de Gabriel): Tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Roseli da Silva Santos Simão (mãe de Tamyris, sogra de Gabriel) : Organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Fernando Alonso de Sousa: Tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Washington Borges Carvalho: Associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Geraldo Rocklanny Pereira Lima: Organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Ana Christina Pereira Dutra: Organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Matheus Rodrigues de Andrade: Organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Edgar Felipe Rodrigues: Organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Andrews Pessoa Rabelo: Organização criminosa.
Ataniel Borges Gomes: Organização criminosa.
Conforme a denúncia do MP, o grupo movimentou aproximadamente R$ 77,8 milhões por meio de empresas de fachada e atuava de forma estruturada e permanente, ao menos desde 2024, com divisão de tarefas e atuação voltada ao tráfico de drogas e à ocultação de valores ilícitos. A investigação foi resultado da Operação Geminus, da Polícia Civil.
As investigações apontam que a organização criminosa era liderada pelos irmãos Nereu e Gabriel, responsáveis pela coordenação das operações, articulação dos integrantes, disponibilização de imóveis, veículos e recursos financeiros, além da movimentação e ocultação de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Na denúncia, o MP pediu que eles sejam condenados pelos crimes crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme a participação atribuída a cada investigado.
Imóvel de alto padrão para esconder drogas
Operação da Polícia Civil prende casal e bloqueia até R$ 77 milhões de grupo suspeito de tráfico em Roraima
Divulgação
O grupo, segundo o MP, usava um imóvel de alto padrão no bairro Caranã como depósito de drogas. No local, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente 270 quilos de skunk, distribuídos em 260 tabletes.
A droga estava escondida em meio a sacos de estopa e estrume bovino, estratégia utilizada para disfarçar o cheiro.
As investigações indicam ainda que a droga era transportada por via aérea até pistas clandestinas em Roraima. A partir daí, integrantes do grupo realizavam o armazenamento, transporte e distribuição da carga ilícita.
Conversas extraídas de aparelhos celulares, movimentações financeiras, relatórios telemáticos e apreensões da Polícia Civil embasaram a denúncia apresentada pelo MP.
Autor da denúncia, o promotor de Justiça Carlos Alberto Melotto destacou que a ação na Justiça faz parte do enfrentamento ao crime organizado.
“Os elementos reunidos nas investigações apontam para uma organização criminosa muito bem estruturada. O MP busca justamente romper essa cadeia criminosa uma vez que a responsabilização dos envolvidos é fundamental para desarticular e impedir a continuidade das atividades ilícitas”, ressaltou.
A movimentação milionário dos investigados ocorria por meio de empresas de fachada, contas de terceiros, transferências fracionadas e aquisição de bens em nome de pessoas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos ilícitos.
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