Instituto do Marajó vence prêmio internacional em Oxford por impacto social na Amazônia


Instituto Mondó é destaque brasileiro no Brazil Forum UK 2026, na University of Oxford, na Inglaterra.
Divulgação
O Instituto Mondó, que atua em comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas do arquipélago do Marajó, foi um dos destaques brasileiros na primeira edição do Prêmio Josué de Castro de Impacto Social, entregue durante o Brazil Forum UK 2026, na University of Oxford, na Inglaterra.
A organização, sediada em Breves, ficou entre as três iniciativas do país selecionadas entre 342 inscritas.
Desde 2020, o instituto desenvolve ações no Marajó em áreas como educação, saúde, desenvolvimento econômico e infraestrutura, sempre em parceria com as comunidades locais.
Entre os projetos estão iniciativas de saúde mental nas escolas, combate à pobreza multidimensional, qualificação de gestores educacionais, voluntariado e planejamento territorial participativo.
Os resultados acumulados ajudam a explicar a relevância da premiação. Segundo o relatório anual de 2024 do instituto, as ações já alcançaram cerca de 37 mil estudantes, passaram por 237 escolas e contribuíram para a formação de mais de 1.200 professores no arquipélago.
Considerando o conjunto dos projetos, aproximadamente 70 mil famílias foram beneficiadas direta e indiretamente.
Prêmio valoriza territórios invisibilizados
Criado para reconhecer soluções sociais com impacto concreto nos territórios onde atuam, o prêmio é inspirado no legado de Josué de Castro, médico, geógrafo e pensador brasileiro conhecido por seus estudos sobre fome e desigualdade.
A seleção das vencedoras passou por três etapas e contou com uma banca de 21 especialistas do Brasil e do exterior, entre pesquisadores, professores universitários, gestores públicos e profissionais do terceiro setor.
A organização da premiação também levou em conta critérios de diversidade territorial, étnico-racial e de gênero, com atenção especial a iniciativas fora do eixo Sudeste e a projetos desenvolvidos em áreas historicamente sub-representadas.
Para o Instituto Mondó, o reconhecimento ajuda a colocar o Marajó e a Amazônia no centro de debates internacionais sobre desenvolvimento e sustentabilidade.
Representação amazônica em Oxford
A diretora executiva Carolina Maciel e a diretora de relações institucionais Júlia Jungmann receberão o prêmio presencialmente em Oxford e devem apresentar os projetos desenvolvidos pelo instituto.
Para Carolina, a presença do Marajó nesse espaço internacional mostra que soluções transformadoras também surgem em territórios frequentemente ignorados.
“O reconhecimento amplia a voz das comunidades amazônicas e fortalece a importância de pensar desenvolvimento a partir da realidade local”, afirmou.
Júlia destaca que a visibilidade pode abrir portas para novas parcerias. “Estar em um espaço como o Brazil Forum UK também abre possibilidades de articulação com organizações, pesquisadores e investidores interessados em iniciativas que já geram impacto concreto em territórios amazônicos”, disse.
Fórum reúne lideranças globais
Criado por estudantes brasileiros no Reino Unido, o Brazil Forum UK reúne lideranças políticas, acadêmicas, empresariais e representantes da sociedade civil para discutir temas como democracia, desigualdade, sustentabilidade e desenvolvimento global.
Na edição realizada neste mês de maio, a premiação reforçou o papel de iniciativas brasileiras que atuam em comunidades com grandes desafios sociais, mas também com forte capacidade de inovação.
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