Mulher recebe homenagem de amigos em aula de futevôlei após última quimioterapia em Maceió; VÍDEO


Mulher recebe homenagem de amigos em aula de futevôlei após última quimioterapia em Maceió
Ao som da música “Vou Deixar”, da banda Skank, amigos surpreenderam Danielle Torres, de 30 anos, durante uma aula de futevôlei em Maceió, após ela concluir a última sessão de quimioterapia contra um câncer de mama. O vídeo da homenagem foi publicado nas redes sociais e emocionou internautas. (Assista acima)
Os colegas chegaram mais cedo à quadra vestidos de rosa e branco e prepararam cartazes com mensagens como “Te admiramos” e “Hoje celebramos a sua força, a sua vida e a sua vitória”. A surpresa aconteceu na segunda-feira (18).
‘Um dos dias mais difíceis’
Danielle contou ao g1 que a homenagem aconteceu em um dos dias mais difíceis do tratamento. Horas antes, ela havia passado por uma consulta para iniciar a radioterapia.
“Naquele dia eu estava muito triste. Você perde o cabelo, perde a autoestima, passa por um processo muito doloroso. Mas segunda e quarta, que são os dias do futebol, parecem recarregar minhas energias”, disse.
Segundo o professor de futevôlei Alex Lima, Danielle entrou para a turma há pouco mais de um mês, mas rapidamente criou amizade com os colegas. A ideia da festa partiu da própria turma.
“A energia dela é surreal. Durante a semana, ela pediu para fazer uma aula só de jogos para comemorar a última quimioterapia. A turma inteira se organizou para recebê-la com muita festa por essa vitória”, contou.
A descoberta e a luta
Danielle descobriu o câncer de mama no fim do ano passado, poucos dias após perder a mãe, que também morreu em decorrência de um câncer. Após saber do histórico familiar, ela decidiu investigar a própria saúde e, mesmo sem sintomas, pediu exames mais detalhados.
“Se eu tivesse ido na onda do primeiro médico, que disse que era provavelmente benigno, talvez eu não tivesse descoberto”, relatou.
Agora, irá iniciar 18 sessões de radioterapia e seguirá com tratamento hormonal. Apesar do processo, ela tenta manter a rotina o mais normal possível. “Continuo na academia, praticando esporte e tentando levar uma vida normal. O psicológico influencia muito, por isso busco o esporte”, afirmou.
‘Senti que não estou só’
A irmã de Danielle chegou a avisar ao grupo que ela não estava bem no dia da aula, mas, mesmo assim, a jovem decidiu ir ao treino para se distrair.
“Todo mundo chegou mais cedo, fez os cartazes, levou champanhe, e quando ela chegou foi só alegria”, afirmou o professor.
Para Danielle, a homenagem foi um impulso para enfrentar o momento difícil. “Eu me senti acolhida. Senti que não estou só e que isso é só uma fase. Ainda não venci porque continuo em tratamento, mas irei vencer”, disse.
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