
Suspeito, de 26 anos, foi indiciado por estupro de vulnerável e ameaça pela Polícia Civil
Polícia Civil de MInas Gerais / Divulgação
Um homem, de 26 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Tiros, no Alto Paranaíba, pelo crime de estupro de vulnerável e ameaça. Ele é investigado por ter abusado sexualmente de uma menina, de 11 anos, após negociar um veículo com o pai dela em 2025.
O investigado já se encontra preso preventivamente desde o dia 17 de abril deste ano, quando foi detido em Patos de Minas.
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🔍 O crime de estupro de vulnerável acontece quando há ato sexual ou libidinoso com uma pessoa menor de 14 anos ou que, por alguma condição, não consegue consentir ou se defender. A violência não precisa ser comprovada, porque a lei considera a vítima vulnerável. Já o crime de ameaça ocorre quando alguém intimida outra pessoa, prometendo causar algum mal injusto e grave, como agressão, morte ou prejuízo, causando medo na vítima.
Ameaças começaram após negociação de carro
As investigações do crime começaram após a equipe da Polícia Civil ser acionada em uma unidade hospitalar de Tiros. Na ocasião, a mãe da vítima relatou que a filha havia sido abusada pelo investigado, fato que foi confirmado pela menor de idade aos policiais.
De acordo com as apurações, o suspeito aproximou-se da vítima após negociar um veículo com o pai dela. A partir de então, o homem iniciou conversas com a menina, por celular e redes sociais, orientando-a a manter o contato em sigilo.
Nesse período, o investigado passou a insistir nos diálogos, publicando fotos com armas e drogas na internet, oferecendo os entorpecentes e bebidas alcoólicas à menina, e exibindo arma de fogo na cintura. Ele ainda ameaçou a vítima para forçá-la a se encontrar com ele.
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O estupro
No dia 23 de setembro de 2025, após combinar de buscar a menina em casa, sob ameaça, o homem a levou para a residência dele, onde ocorreu o estupro.
Por ter 11 anos quando o crime aconteceu, a adolescente é considerada vulnerável pela legislação penal brasileira, o que afasta qualquer possibilidade de consentimento válido.
O procedimento investigativo, relatado pelo delegado Bruno Henrique de Deus, foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para a continuidade do processo legal.
O g1 questionou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Ministério Público (MPMG) sobre o processo do caso e aguarda retorno.
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