
A monumental Igreja da Candelária, com sua cúpula de mármore de 630 toneladas trazido de Lisboa, é um marco histórico no centro do Rio de Janeiro. A basílica levou mais de um século para ser concluída, consolidando-se como um dos templos religiosos mais suntuosos do país.
Como a cúpula de mármore de 630 toneladas foi instalada?
O transporte e a instalação da imponente cúpula de cantaria de Lisboa foram desafios logísticos imensos para o final do século XIX. As peças de mármore chegaram de navio e foram içadas artesanalmente para coroar a estrutura neoclássica que domina a paisagem da Avenida Presidente Vargas.
O interior, finalizado posteriormente, é ricamente adornado em estilo neorrenascentista. Para dados sobre a conservação do acervo arquitetônico carioca, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) destaca a basílica como um bem tombado de importância ímpar.

Quais os detalhes do interior neorrenascentista da basílica?
Entrar na Igreja da Candelária é mergulhar em um mar de mármores coloridos italianos, vitrais importados e pinturas murais do renomado artista brasileiro João Zeferino da Costa. As portas monumentais de bronze foram fundidas na França, evidenciando o cosmopolitismo do Rio de Janeiro imperial e republicano.
Abaixo, destacamos os dados históricos que moldaram este patrimônio fluminense:
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Período de Construção: 1775 a 1898 (mais de 100 anos).
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Cúpula Principal: Mármore pesando mais de 630 toneladas.
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Estilo Arquitetônico: Fachada Neoclássica e interior Neorrenascentista.
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Acabamento: Portas de bronze e mármores importados da Itália.
Como a lenda da fundação da igreja sobreviveu ao tempo?
A tradição conta que a igreja original foi erguida no início do século XVII após uma promessa feita por um casal espanhol que sobreviveu a uma tempestade no mar, dedicando o templo à Nossa Senhora da Candelária. A pequena ermida foi sendo expandida até se tornar a catedral monumental que conhecemos hoje.
Para entender a evolução da arquitetura religiosa na cidade, preparamos uma tabela comparativa com o mosteiro vizinho:
| Patrimônio Religioso | Igreja da Candelária | Mosteiro de São Bento |
| Estilo Predominante | Neoclássico e Neorrenascentista | Barroco e Rococó |
| Fachada | Monumental e revestida de mármore | Simples e austera |
| Interior | Mármore colorido e grandes vitrais | Talha dourada e madeira esculpida |
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Qual a importância da igreja para os eventos do Rio de Janeiro?
A localização estratégica da basílica, no fim da imensa Avenida Presidente Vargas, a transforma no pano de fundo para grandes eventos cívicos, culturais e manifestações políticas da cidade. Ela é o ponto de partida ou de chegada de marcos históricos, como a passagem da Tocha Olímpica.
A praça em frente à igreja é um nó de mobilidade urbana, cercada por edifícios corporativos e o centro financeiro da cidade, criando um forte contraste entre o sagrado e o ritmo frenético do comércio carioca.
Para mergulhar nas lendas e na evolução histórica de um dos templos religiosos mais famosos da capital fluminense, selecionamos o conteúdo do canal Turismologar. No vídeo a seguir, a apresentadora detalha visualmente as obras de arte, a arquitetura renascentista e os segredos que cercam a Igreja da Candelária:
Como as restaurações mantêm o esplendor da Candelária?
A manutenção de uma estrutura centenária exposta à poluição do centro urbano exige processos de limpeza profunda dos mármores e vitrais. Especialistas em restauração trabalham para garantir que a fuligem não degrade as obras de arte e as pinturas murais do teto.
Visitar a Igreja da Candelária é testemunhar a ambição do Rio de Janeiro em se tornar uma capital nos moldes europeus. A basílica não é apenas um local de oração, mas um testamento de pedra da riqueza e do talento artístico do Brasil no século XIX.
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