Acordo de 60 dias entre EUA e Irã busca reabrir Estreito de Ormuz

Estreito de OrmuzFreePik

Está em fase final as negociações entre os governos dos Estados Unidos (EUA) e Irã para firmar uma trégua de 60 dias. O cessar-fogo tem objetivo estratégico: abrir o Estreito de Ormuz, sem cobrança de pedágio e para venda do petróleo iraniano. 

O acordo surge após o presidente americano Donald Trump sugerir invasão dos EUA ao Irã a quase uma semana. 

O canal é uma das vias marítimas mais vitais para a economia global e de consumo de energia. A informação revelada inicialmente pela reportagem do portal de notícias estadunidense Axios, a partir de fontes do governo americano, indica um relaxamento das sanções econômicas contra Teerã para em troca estabelecer compromissos concretos na área militar e no programa nuclear.

Segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, “novas informações” sobre o cessar-fogo e abertura do estreito podem ser divulgadas ainda neste domingo (24). Afirmou em imperativo ainda que a condição imposta ao Teerã é inegociável e inquestionável: a capital do Irã não pode obter quaisquer arma nuclear.

Contrapartidas

Para viabilizar a trégua, Washington está negociando suspender temporariamente o bloqueio naval nos portos iranianos. Segundo informações do site de notícias, o governo americano também pode emitir isenções nas sanções, liberando a retomada da venda e exportação do petróleo do Irã sem nenhuma barreira durante os dois meses do acordo.

Mas segundo fontes ligadas às negociações dos dois lados, destacam um “alívio por desempenho” bem condicionado: só serão mantidas os “benefícios” financeiros ao Teerã se cada etapa prática do acordo for cumprida.

Já a promessa iraniana é no campo nuclear: congelar o enriquecimento de urânio e diminuir seus estoques de materiais altamente enriquecido do metal radioativo.

Outra contrapartida do Irã é o compromisso em remover as minas marítimas instaladas no estreito, afastando qualquer menção de ataque. Além disso, a  liberação da circulação livre dos navios comerciais, sem a cobrança de taxas ou pedágios para a passagem.

O caminho das negociações

Quem confirmou o avanço diplomático foi o presidente dos EUA, Donald Trump, que por meio de suas redes sociais, revelou o pacto momentâneo de paz. Ele afirma que o cessar-fogo já foi “amplamente negociado” juntamente a parceiros estratégicos do Oriente Médio e que agora falta somente a consolidação de termos técnicos.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou até o momento que discute os termos do tratado por meio de mediadores internacionais, e que planeja também consolidar um acordo definitivo dentro do novo prazo – 60 dias.

Impasse

A saída diplomática, mesmo que breve, ocorre em período que a região sofre desgaste. O conflito direto entre as forças iranianas e americanas começou em 28 de fevereiro de 2026, o que acarretou no fechamento unilateral de Ormuz pelo Teerã, mas também por ataques mútuos que envolveram também as forças israelenses.

O bloqueio causou uma trava para além da barreira local. Asfixiou rotas comerciais cruciais par ao mercado global, disparando alertas em mercados financeiros e instaurando crises de abastecimento.

O impasse militar já estabeleceu um primeiro cessar-fogo estabelecido em 8 de abril e que não teve êxito e caiu por terra na primeira semana. 

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