
Casa foi lavada e criança arrastada após espancamento, diz delegado
A menina de 2 anos que morreu após ser levada a uma unidade de saúde com sinais de espancamento teria sido arrastada pela casa depois das agressões, segundo o delegado Jonatas Soares Barbosa, da Central Geral de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. De acordo com ele, a polícia também identificou indícios de que o imóvel foi lavado para tentar esconder vestígios de sangue.
Como os nomes do pai e da babá da criança não foram divulgados, o g1 não conseguiu localizar as defesas até a última atualização desta reportagem.
“Achou em outro quarto, tinha até marcas no chão, tipo um arrastamento de um corpo, alguma coisa nesse sentido”, afirmou o delegado ao g1.
O caso aconteceu na sexta-feira (22), em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. A criança foi levada ao Cais Nova Era por uma mulher que inicialmente se apresentou como tia dela, mas depois disse ser babá.
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Polícia encontrou sangue em outro cômodo
Segundo o delegado, a versão apresentada pela mulher, de que um espelho teria caído sobre a criança, começou a ser questionada após a perícia.
De acordo com Jonatas Soares Barbosa, os peritos fizeram exames no quarto onde estaria o espelho, mas não encontraram vestígios de sangue no local.
“Foi esperado chegar à noite para usar um luminol, para verificar se era resquício de sangue. Não achou no espelho que a pessoa falou que tinha caído na criança, nem no quarto onde estava o espelho”, declarou.
Ainda segundo ele, a perícia encontrou manchas de sangue em outro cômodo da residência.
“Achou em outro quarto. Tinha gotas de sangue para todo lado”, disse.
Hematomas antigos e recentes encontrados no corpo da menina de 2 anos que morreu após ser levada a uma unidade de saúde com sinais de espancamento, em Aparecida de Goiânia
Reprodução/TV Anhanguera
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Menina tinha lesões recentes e antigas
Conforme o delegado, a criança apresentava lesões por todo o corpo. A polícia acredita que ela tenha sido agredida violentamente no dia da morte, mas também identificou sinais antigos de violência.
“Tinha marcas antigas nas costas, rostos antigos de lesões. Mas, no dia dos fatos, ela foi agredida, muito agredida”, afirmou.
Segundo Jonatas, a menina tinha cortes em diferentes regiões da cabeça e o corpo “inteiro machucado”.
“Bateram demais nessa criança”, declarou.
De acordo com a investigação, a mãe e o padrasto da menina já tinham restrições judiciais relacionadas a agressões anteriores contra a criança. Após isso, ela passou a morar com o pai e ficava sob os cuidados da babá havia cerca de três meses.
Babá segue presa; pai foi liberado
A mulher que levou a menina ao hospital segue presa, segundo o delegado. Já o pai da criança foi liberado após prestar depoimento.
De acordo com Jonatas Soares Barbosa, testemunhas relataram que o homem estava trabalhando e dormindo na casa do patrão no momento em que as agressões aconteceram.
“Realmente leva a crer que ele não teve uma participação efetiva no que levou ela à morte”, afirmou.
O delegado destacou, porém, que a investigação ainda apura se houve agressões anteriores.
Ferimento na cabeça da menina de 2 anos que morreu após ser levada a uma unidade de saúde com sinais de espancamento, em Aparecida de Goiânia
Reprodução/TV Anhanguera
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