BC diz que liquidação do Master não gerou risco de crise ao sistema financeiro; clientes ressarcidos levaram dinheiro a bancos maiores

O Banco Central informou nesta segunda-feira (25) que a liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no sistema financeiro nacional.
A análise consta no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025.
“Após a liquidação, clientes ressarcidos pelo FGC [Fundo Garantidor de Créditos] direcionaram recursos principalmente para instituições financeiras (IFs) de maior porte e de maior relevância sistêmica”, acrescentou o BC.
Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia dito que o banco Master relativamente pequeno para oferecer um “risco sistêmico”, e que sua liquidação não oferecia risco.
“Concordo que isso está consternando as pessoas, não é o passivo [dívida do Master]. Mas o que foi feito com o dinheiro. Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico, é menor de 0,5% do patrimônio [total do sistema]. O que se chama a atenção é o que se fazia com o dinheiro”, declarou Galípolo, na ocasião.
A liquidação do conglomerado do banco Master foi anunciada pelo BC em novembro do ano passado, retirando a instituição financeira do mercado.
Na mesma época, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em uma operação que mirava a venda de títulos de crédito falsos.
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