Caso Henry Borel: juíza volta atrás e julgamento continua

O médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior em audiência sobre o caso Henry BorelLucas Tavares/Agência O Globo – 14/06/2022

Logo após o início do julgamento do caso Henry Borel, envolvendo o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, a juíza responsável decidiu adiar o júri. Porém, logo em seguida ela recuou na decisão e o julgamento vai prosseguir.

O ex-vereador é acusado pela morte do enteado, que na época tinha quatro anos. Além dele, a mãe do menino, Monique Medeiros Costa e Silva, também é acusada.

A decisão do adiamento havia sido tomada após o advogado principal de Jairinho, Fabiano Lopes, ter infartado no último sábado (23). Ele é o advogado que liderava a equipe de defesa.

O ex-vereador chegou a pedir dispensa de toda a equipe de advogados.

Porém, Jairinho mudou o posicionamento após ser informado de que, em caso de mais um adiamento, ele poderia ser transferido de Bangu 8 para Bangu 1, conforme um pedido da Promotoria. A unidade é voltada para presidiários de alta periculosidade.

A sessão foi retomada após o filho de Fabiano, Luiz Fernando Abdul Figueiredo dos Santos, assumir a defesa como advogado principal.

O julgamento estava previsto para começar às 9h desta segunda-feira (25), no 2º Tribunal do Júri da Capital, no centro do Rio de Janeiro.

O julgamento

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados da morte do menino Henry Borel, de quatro anos, está sendo realizado nesta segunda-feira (25) no II Tribunal do Júri da Capital (RJ). Os dois respondem pelos crimes de homicídio, tortura e coação de testemunhas.

A condenação de Jairinho e Monique depende dos jurados, pessoas escolhidas para compor o Conselho de Sentença. Conforme o cronograma do julgamento, as testemunhas de acusação serão ouvidas no primeiro momento, entre elas o pai de Henry, Leniel Borel.

Ao todo, 26 testemunhas serão ouvidas. Em seguida, haverá escuta de peritos, acareações e, por último, o interrogatório dos acusados.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros, padrasto e mãe acusados de matar o menino Henry BorelReprodução/ Tv Record

O caso

Henry Borel, na época com 4 anos, foi levado pela mãe, Monique, e pelo padrasto, Jairinho, para um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, na madrugada de 8 de março de 2021, com manchas roxas em várias partes do corpo.

Imagens divulgadas posteriormente mostram o menino sendo carregado já sem vida no elevador do prédio em que Monique morava com Jairinho. Segundo o laudo de necropsia, Henry sofreu 23 lesões na madrugada em que morreu.

Outra criança

O pai de Henry Borel, Leniel Borel de Almeida Junior (Progressistas), afirmou nesta segunda-feira (25) que pretende apresentar aos jurados um suposto episódio envolvendo outra criança durante o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino de 4 anos.

A declaração foi dada antes da retomada do julgamento no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro. Segundo Leniel, o caso nunca teria sido investigado nem divulgado anteriormente.

Sem apresentar detalhes sobre o episódio citado, Leniel disse que a assistência de acusação pretende utilizar o julgamento para expor elementos que, segundo ele, ajudam a demonstrar o comportamento do ex-vereador.

Leniel com o seu filho Henry, que tinha quatro anosReprodução/ Redes Sociais
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