Comissária ameaça tirar brasileiros de voo e aciona a polícia em confusão por assento
Uma confusão envolvendo marcações de assentos no voo LA 8071 entre Frankfurt, na Alemanha, e Guarulhos, em São Paulo, terminou com o acionamento da polícia dentro de um avião na noite do último sábado (23). Um casal de brasileiros havia comprado um assento com mais espaço, mas recebeu no cartão de embarque um outro lugar, sem o benefício.
Um vídeo (assista acima) mostra o momento da discussão dentro da aeronave A comissária de bordo da Latam pede que os passageiros saiam dos assentos onde já estavam sentados, e cuja marcação constava originalmente no pedido da compra, para se sentarem em outros lugares.
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O pedido para saírem foi feito mesmo com os clientes alegando que tinham comprado assentos com mais espaço, conforme consta no bilhete emitido no momento da compra.
A técnica projetista Pâmela Baldan, passageira envolvida na confusão, contou que a confusão teria começado no momento em que recebeu um cartão de embarque com assentos diferentes do comprado por ela.
“Em novembro, eu comprei duas passegens de volta. Os assentos marcados foram os 13 K e 13 L. Mas na hora do embarque, o cartão veio com outro assento. No lugar do 13 K veio marcando 17 B, longe do meu marido”, detalhou a capixaba de Vitória.
Momentos antes de entrar no avião, a passageira contou que a equipe de comissários disse que ela poderia seguir para o assento comprado, mesmo com a divergência de assentos que constavam no cartão de embarque. Ao entrar no avião, ela então se dirigiu para os assentos com mais espaço.
Mas, logo depois, uma outra passageira se apresentou dizendo que também havia comprado o assento com mais espaço. Era o assendo 13 K.
Geovany e Pâmela Baldan tentavam retornar ao Espírito Santo após confusão em voo na Alemanha
Reprodução
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Os comissários de bordo acionaram a equipe de solo para entender a confusão com as marcações. Uma funcionária entrou no avião e pediu que Pâmela saísse do lugar e fosse para um assento comum (sem o benefício adquirido). Ela se recusou a sair alegando que também tinha comprado por aqueles assentos e que não iria para outro mais apertado, já que não era o que tinha comprado.
A passageira brasileira disse que a funcionária da companhia estava irredutível e ameaçou chamar a polícia. Mesmo apresentando os comprovantes de que pagou por mais espaço, Pâmela foi escoltada por policiais e obrigada a voltar para o Brasil em um assento menos confortável.
“Eu fiquei muito irritada. A noite inteira passava um filme do que tinha acontecido. Eles me trataram o tempo todo como se eu não tivesse comprado o assento. Me tratavam como louca, que eu estava requerendo algo que não era o meu direito”, desabafou a técnica projetista.
Ainda de acordo com o relato de Pâmela, nenhuma das equipes da companhia aérea ou dos policiais tentou resolver o problema.
“Um dos comissários chegou a tirar foto do meu comprovante para mostrar para a agente de solo e ela ignorou. Eles me tratavam o tempo todo como se eu tivesse perdido a minha sanidade mental”.
Segundo a técnica projetista, os comissários a acusaram de atrasar o voo, causando transtornos aos outros passageiros.
Pâmela e o marido viajavam para Vitória, no Espírito Santo. O casal contou que, quando pousou, não procurou a equipe brasileira da Latam porque “não estava em condições de lidar com a situação naquele momento”.
Procurada, a Latam Airlines Brasil informou que está apurando o ocorrido.
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