
Michael Jackson, Beatles e Djavan: sanfoneiro de 22 anos viraliza com versões nas redes
“Thriller”, do Michael Jackson; “Hey Jude”, dos Beatles; e “Sina”, do Djavan: o que essas três canções têm em comum? Além de serem clássicos da música, todas podem ser tocadas na sanfona. Isso é o que mostrou o teresinense Inácio Botêlho, de 22 anos, ao interpretar esses e outros sucessos, que tiveram mais de 9,5 milhões de visualizações no Instagram.
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🪗 O Dia Nacional do Sanfoneiro é comemorado em 26 de maio em homenagem ao nascimento do maestro, compositor e multi-instrumentista paraibano Severino Dias de Oliveira, o Sivuca. A data foi instituída oficialmente no Brasil pela Lei nº 14.140, de 2021, celebrando a contribuição de Sivuca à música popular.
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Em entrevista à TV Clube, Inácio classificou a sanfona como um “instrumento poliglota” e destacou a capacidade que ela tem de repaginar clássicos da música mundial.
“Ela faz de tudo, toca de tudo. Inclusive é um instrumento europeu e, antes de vir tocar forró no Brasil, já tocava músicas como sinfonias de Beethoven”, explicou o sanfoneiro.
Um vídeo publicado em julho de 2025, em que ele interpreta a Sinfonia nº 5 de Ludwig van Beethoven, ultrapassou 6 milhões de acessos. A repercussão rendeu ao artista mais convites para shows, participações em eventos e reconhecimento de artistas nacionais.
Além de Beethoven, Inácio já gravou versões da Sinfonia nº 40 de Mozart e de músicas das trilhas sonoras da série Game of Thrones e do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.
De acordo com o sanfoneiro, algumas teorias de músicos apontam que a sanfona foi idealizada para simular uma orquestra e, por isso, tem timbres de violino, fagote, flauta e clarinete.
“Aqui vou fazendo a mistura, em determinadas partes da música vou combinando o timbre que fica mais legal para aquela parte, e a gente vai fazendo uma dinâmica bem interessante para cada música”, destacou.
Amor pela música desde a infância
A música entrou cedo na vida de Inácio. A família apresentou ao jovem o trabalho de muitos artistas, entre eles Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Aos 6 anos, o piauiense começou a reproduzir melodias de ouvido, em um teclado de brinquedo. A sanfona veio pouco depois, com o amadurecimento musical.
“Meus pais não são músicos, mas sempre tiveram muito bom gosto musical. Meu pai comprou um DVD do Luiz Gonzaga e a música dele ficou na minha cabeça. Aprendi Asa Branca assim. Foi quando perceberam que eu tinha facilidade e me incentivaram a estudar música”, contou.
A ideia de unir música clássica e ritmos nordestinos surgiu como uma curiosidade do artista. Inácio sempre ouviu estilos diferentes e decidiu testar tudo na sanfona. As primeiras experiências públicas aconteceram durante apresentações em restaurantes.
Por trás dos vídeos curtos, há um processo longo e cheio e cheio de detalhes. Segundo Inácio, arranjos mais elaborados podem levar um dia inteiro para ficarem prontos e envolvem diferentes instrumentos e etapas de edição.
Michael Jackson, Beatles e Djavan: sanfoneiro de 22 anos viraliza com versões nas redes sociais
Reprodução/Instagram
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