
A Polícia Civil do Acre, em ação conjunta com as polícias civis de Rondônia e do Paraná, prendeu dois homens acusados de homicídios qualificados que, somados, estavam foragidos havia mais de 60 anos.
Segundo as autoridades, as capturas ocorreram após um trabalho de inteligência policial que reuniu pistas antigas e contou com o apoio das forças de segurança dos estados onde os suspeitos tentavam se esconder.
Prisão em Rondônia
Um dos presos é Antonio Apolinario, acusado de matar Jorge Gomes Martins após uma discussão envolvendo a compra de uma saca de arroz.
De acordo com as investigações, Antonio teria exigido mais dinheiro da vítima e, após uma discussão, ameaçou se vingar. Dias depois, Jorge estava deitado em casa quando o suspeito teria se escondido atrás da residência e efetuado um disparo através das frestas da parede de madeira. A vítima morreu no local.
O crime aconteceu no Ramal do Granada, em agosto de 1993. Antonio chegou a prestar depoimento dois meses depois, mas fugiu em seguida e permaneceu desaparecido por 32 anos.
Após 15 dias de investigações, policiais da cidade de Acrelândia, com apoio da Polícia Civil de Rondônia, localizaram e prenderam o suspeito em Candeias do Jamari, em Rondônia.
Prisão no Paraná
No Paraná, foi preso Joaquim Manoel da Silva, foragido por um homicídio cometido em novembro de 1996, também no Ramal do Granada.
Segundo a polícia, Joaquim matou o namorado da ex-esposa após fingir aceitar o fim do relacionamento. As investigações apontam que ele manteve amizade com o casal por cerca de um ano antes do crime.
No dia do assassinato, Joaquim teria invadido a residência das vítimas e, escondido atrás de uma cortina, atirado na nuca de Francisco, que morreu na hora.
A prisão foi realizada na cidade de Toledo, no Paraná, em operação conjunta com a corporação do Acre.
A delegada Jade Dene, responsável pela Delegacia-Geral de Acrelândia, afirmou que as prisões demonstram que crimes antigos continuam sendo investigados.
Os dois presos foram encaminhados às unidades prisionais dos estados onde foram localizados e permanecem à disposição da Justiça do Acre.
