
A Polícia Civil de São Paulo entrou nesta terça-feira (26) na segunda fase da operação Hipócrates, que investiga um esquema de falsos médicos que atuavam no Hospital Jardim Helena, na zona leste da capital paulista. Eles teriam envolvimento em pelo menos nove mortes na unidade de saúde.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, dois homens se passavam por médicos, entre 2023 e 2025, a dupla teria realizado cerca de 2 mil atendimentos. As autoridades ainda informaram que foram identificados indícios de omissão e negligência por parte do hospital. Por conta disso, a justiça determinou que a gestora operacional e o diretor clínico do hospital fossem afastados de suas funções enquanto as investigações acontecem.
A operação deflagrada pelo 22° Distrito Policial (São Miguel Paulista) cumpre sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. As investigações acontecem na capital paulista, em São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.
Sobre a primeira fase da operação
Realizada em 16 de dezembro de 2025, a primeira fase da operação Hipócrates cumpriu cinco mandados de busca e apreensão no mesmo hospital. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a ação foi um desdobramento de um inquérito instaurado para apurar crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documentos falsos. As investigações prosseguiram até que os alvos foram identificados.
A reportagem do iG entrou em contato com o Hospital Jardim Helena, mas até a divulgação dessa matéria, não tivemos retorno. O espaço segue aberto para o esclarecimento dos fatos.
