Quem é ‘Tutuca’, alvo de operação liderava facção na Bahia?

Demilson Sales das NevesReprodução/redes sociais

Apontado pela Polícia Civil como mentor do sequestro de um político em Salvador, Demilson Sales das Neves, de 36 anos, conhecido como “Tutuca”, está nas investigações desta terça-feira (26), durante a terceira fase da Operação Lex Última.

O suspeito é tratado pelos investigadores como uma das principais lideranças criminosas ligadas à extorsão mediante sequestro na capital baiana.

Segundo o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Tutuca teria articulado o sequestro ocorrido no dia 28 de janeiro, no bairro de Sete Portas. A vítima foi levada para um cativeiro na região da Baixinha de Santo Antônio, em São Gonçalo do Retiro.

O nome de Demilson já era conhecido das forças de segurança da Bahia. Ele integrou o Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), onde aparecia como o “10 de Ouros”, carta usada para identificar criminosos procurados no estado.

Prisão no Rio e ligação com facção

As investigações apontam que Tutuca comandava o tráfico de drogas em Pernambués, em Salvador, além de manter um esquema de extorsão contra comerciantes e donos de provedores de internet da região.

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A Polícia Civil também relaciona o suspeito a outro caso de repercussão registrado neste ano: o sequestro de três mulheres dentro de um shopping da capital baiana, em março.

Preso no Rio de Janeiro em agosto de 2024, Tutuca foi encontrado na comunidade de Santa Teresa, na capital fluminense.

Na época, investigadores afirmaram que ele continuava liderando a facção baiana mesmo fora do estado, enviando drogas, armas e munições, além de ordenar assassinatos de rivais e roubos.

Após a prisão, ele foi transferido para a Bahia em 18 de abril deste ano. Desde então, está custodiado no Conjunto Penal de Serrinha, no nordeste baiano, sob Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), usado para presos considerados de alta periculosidade.

Primeira prisão ocorreu em 2010

O histórico criminal de Demilson Sales começou a aparecer ainda em 2010. Naquele ano, ele foi preso durante uma operação da 11ª Delegacia de Tancredo Neves, em Salvador.

Segundo a polícia, agentes encontraram 3 kg de maconha e armas dentro da residência onde ele estava com outros suspeitos, entre eles Cláudio Santos Santana, conhecido como “Claudinho”, Silas Carvalho e Reinaldo dos Santos, o “Nau”.

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