Como a RMC prova que inovação é a melhor amiga da Mata Atlântica

Assinando o reconhecimento pelo Certificado Município Verde Azul, no Palácio dos Bandeirantes, em 2017Arquivo pessoal

Na correria do nosso dia a dia, entre reuniões, telas de celular e o trânsito das nossas cidades, é muito fácil esquecer o privilégio geográfico e natural que nos cerca. Hoje, 27 de maio, celebramos o Dia da Mata Atlântica. E, por vezes, a vida urbana nos faz esquecer que respiramos, vivemos e prosperamos abraçados por esse bioma essencial. O simples fato de termos rios pulsando, ar puro e uma fauna e flora ricas bem aqui, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), é uma verdadeira bênção que não pode ser subestimada.

A Mata Atlântica resiste em nossa região em santuários belíssimos. Quem passa pelos arredores da Mata de Santa Genebra, em Campinas, ou contempla as Áreas de Proteção Ambiental e os parques de Jaguariúna e região, está diante de um patrimônio vivo. É ali que habitam nossos majestosos jequitibás-rosas e ipês, e onde ainda encontram refúgio espécies fascinantes como tucanos, saguis, capivaras e até mesmo a onça-parda, que vez ou outra nos lembra de sua presença nos corredores ecológicos da região.

Mas a grande reflexão que trago hoje é: como podemos crescer, gerar empregos e nos desenvolver sem destruir o que nos mantém vivos? A resposta está na tecnologia.

Pioneirismo, premiações e esperança

Recentemente, tive a alegria de ser entrevistado pela arquiteta Fernanda Andrade. Com uma bagagem acadêmica de excelência e desenvolvendo seu doutorado nos Estados Unidos sobre Smart Cities (Cidades Inteligentes), Fernanda cruzou o hemisfério para entender de perto o que estamos fazendo aqui. Ela veio investigar o pioneirismo que implementamos em Jaguariúna na construção de uma cidade inteligente, conectada e, acima de tudo, sustentável.

Conversar com uma pesquisadora desse calibre reforça uma convicção que sempre guiou minha trajetória na gestão pública: a tecnologia não é inimiga do meio ambiente; ela é sua maior guardiã.

Durante meus mandatos como prefeito de Jaguariúna, trabalhamos incansavelmente para provar que uma cidade pode ser um polo tecnológico e, simultaneamente, um exemplo ecológico. Não foi à toa que conquistamos sucessivas certificações do rigoroso programa Município VerdeAzul. Essas premiações foram o reconhecimento de que cuidar da água, tratar os resíduos e proteger a nossa cobertura vegetal são prioridades absolutas.

Esse cuidado se reflete até mesmo onde as pessoas menos imaginam: na segurança. Quando implementamos a “Muralha Digital” e o nosso Centro de Operações de Inteligência (COI), não estávamos apenas protegendo o cidadão de crimes comuns. O monitoramento inteligente é uma ferramenta formidável de proteção ambiental. Câmeras e sensores inibem o descarte irregular de lixo em áreas verdes, monitoram o crescimento urbano desordenado, ajudam a prevenir queimadas e protegem nossos mananciais. Uma cidade inteligente usa seus “olhos digitais” para vigiar suas florestas.

O trabalho que iniciamos na RMC é a prova viva de que o futuro não precisa ser um deserto de concreto. É perfeitamente possível desenvolver uma região com responsabilidade e inteligência. A Mata Atlântica não é um obstáculo para o progresso; ela é a infraestrutura mais valiosa que possuímos. E a verdadeira cidade moderna é aquela que usa a tecnologia para garantir que as próximas gerações também possam olhar pela janela e ver o verde prevalecer.

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