
O megatraficante Gerson Palermo chegou a Campo Grande nesta quarta-feira (27), às 17h10, após ser expulso da Bolívia. Ele foi preso em Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, durante uma operação realizada na terça-feira (26). Veja o vídeo acima.
Foragido há seis anos e incluído em alerta da Interpol, Palermo tem condenações que somam 126 anos de prisão e deve ser encaminhado ao sistema prisional federal.
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A transferência ocorreu sob forte esquema de segurança e envolveu autoridades da Bolívia e do Brasil.
➡️ Foragido há seis anos, Gerson Palermo tem histórico de ligação com decisões judiciais no Brasil, incluindo a concessão de prisão domiciliar que o colocou em liberdade em 2020, assinada pelo então desembargador Divoncir Maran, de quem conseguiu o benefício antes de romper a tornozeleira e voltar a fugir. A saída da Bolívia também sofreu atraso devido à instabilidade política e a bloqueios no país, o que levou à mudança do transporte terrestre inicialmente previsto para uma transferência aérea sob forte esquema de segurança até o Brasil.
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Polícia Pena Federal (PPF).
Rafaela Moreira
Operação com escolta da polícia antidrogas boliviana
Gerson Palermo expulso da Bolívia.
El Deber
Um forte contingente da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (Felcn) escoltou o detento até o aeroporto Viru Viru, onde ele foi entregue às autoridades brasileiras. A transferência ao Brasil foi feita em uma aeronave da Polícia Federal (PF).
Conforme a PF, os detalhes do deslocamento foram mantidos em sigilo por questões de segurança.
Cooperação internacional foi decisiva
Segundo o superintendente da Polícia Federal, Carlos Henrique Cotta D’Angelo, a prisão foi resultado de cooperação contínua entre Brasil e Bolívia.
“Esse trabalho de cooperação internacional é contínuo. A troca de informações permitiu a prisão dele em solo boliviano”, afirmou.
Após a captura, Palermo permaneceu sob custódia da Interpol em Santa Cruz de La Sierra até a conclusão dos trâmites de expulsão.
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Como os crimes foram cometidos no Brasil, ele foi devolvido ao país para cumprimento de pena.
Inicialmente, Palermo deve ser encaminhado a uma unidade estadual, mas há pedido de transferência para o sistema penitenciário federal, que inclui unidades de segurança máxima em Campo Grande.
Condenação e histórico criminal
Gerson Palermo é apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele responde por crimes como tráfico internacional de drogas, associação criminosa e assaltos a bancos.
Entre os principais processos, está o sequestro de um avião da antiga Vasp, em 2000, quando uma aeronave foi desviada e forçada a pousar no Paraná. Na ação, foram roubados cerca de R$ 5,5 milhões.
Em 2017, também foi alvo da Operação All In, da Polícia Federal, que investigou um esquema de tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil.
Foragido desde 2020
Palermo estava foragido desde abril de 2020, quando deixou o sistema prisional de Campo Grande após conseguir prisão domiciliar e rompeu a tornozeleira eletrônica poucas horas depois.
Ele integrava a lista dos criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.
Prisão foi resultado de investigação iniciada em MS
A localização de Palermo foi possível após investigações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio da Polícia Federal e forças bolivianas.
A apuração começou a partir de um caso de sequestro envolvendo a filha do traficante e uma disputa ligada ao tráfico internacional de drogas.
Expulsão da Bolívia e envio ao Brasil
Após a prisão em Cotoca, ele foi mantido sob custódia até a conclusão dos trâmites legais. Com a expulsão, Palermo foi entregue às autoridades brasileiras para cumprimento da pena no país.
Infográfico – local onde Gerson Palermo foi preso, na Bolíva
g1 MS
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
