
Um homem que voltou recentemente de Uganda foi isolado em um hospital da Áustria após apresentar sintomas compatíveis com ebola. O caso colocou autoridades de saúde do país em alerta nesta quinta-feira (28).
O paciente deu entrada em uma unidade da região de Urfahr-Umgebung. Segundo o governo local, ele passou a ser tratado imediatamente sob protocolos para doenças infecciosas.
O primeiro exame de sangue não apontou presença do vírus Ebola. Mesmo assim, os médicos decidiram manter o isolamento até a conclusão de uma nova análise laboratorial.
A preocupação das autoridades austríacas está ligada ao fato de Uganda enfrentar um surto ativo da doença.
“Como a pessoa retornou de Uganda na segunda-feira, ela foi isolada e tratada conforme as diretrizes médicas”, informou a Direção Provincial de Saúde.
O paciente deve ser transferido para Viena, capital do país, nas próximas horas em um veículo preparado para transporte de doenças infecciosas.
Enquanto isso, equipes de saúde começaram a identificar pessoas que tiveram contato recente com ele.
Surto colocou Europa em alerta
O caso durante o avanço de infecções por ebola em Uganda e na República Democrática do Congo.
Neste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública por causa do aumento de casos nos dois países africanos.
Segundo a entidade, ao menos 246 casos suspeitos e 80 mortes foram registrados até agora.
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A OMS afirma que o surto atual está ligado à cepa Bundibugyo do vírus, diferente da variante Ebola-Zaire, responsável pelo grande surto entre 2018 e 2019.
Hoje, não existe vacina aprovada especificamente para a cepa que circula nos países africanos.
A organização também informou que quatro profissionais de saúde morreram após apresentarem sintomas compatíveis com febre hemorrágica viral durante atendimento de pacientes suspeitos.
Como o ebola é transmitido
O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas infectadas.
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores musculares, fraqueza intensa, vômitos e diarreia. Em quadros graves, a doença pode provocar hemorragias.
A taxa de mortalidade varia conforme a cepa do vírus e a velocidade do atendimento médico.
