
Prefeito Abilio Brunini (PL) denuncia suposta irregularidade de R$ 80 milhões em Cuiabá
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) irá investigar o suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, após uma denúncia feita pelo prefeito Abilio Brunini (PL). A investigação será conduzida pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa.
A promotora de Justiça Lindinalva Corrêa solicitou documentos, informações e esclarecimentos considerados necessários para o andamento das apurações. Não foram divulgados detalhes sobre a investigação, mas o órgão destacou que há necessidade de esclarecimento rápido dos fatos.
Nessa quarta-feira (27), o prefeito divulgou um vídeo onde afirma que a prefeitura abrirá uma investigação, com apoio da Controladoria-Geral do Município, para apurar o caso.
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Em seguida, a Câmara Municipal recebeu dois pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinados à apuração do mesmo assunto. Os requerimentos foram protocolados pelo vereador Demilson Nogueira (PP) e pela vereadora Maysa Leão (Republicanos).
O período que deve ser investigado corresponde à gestão do ex-secretário Amauri Monge, que deixou o cargo em março deste ano. Atualmente, a pasta é comandada interinamente por Reginaldo Teixeira.
Em meio à repercussão sobre as supostas irregularidades, Amauri negou qualquer irregularidade e afirmou que mais de R$ 100 milhões destinados à Educação teriam sido usados para cobrir despesas e alterar a percepção das contas públicas da prefeitura em 2026.
O que dizem os vereadores?
Segundo Maysa, o vereador foi procurado para assinar o requerimento, mas alegou que, apesar de apoiar a iniciativa, não poderia assinar por exercer a função de vice-líder do prefeito Abilio Brunini na Câmara.
Ainda de acordo com a vereadora, ela foi surpreendida ao descobrir que Demilson também havia protocolado um pedido de CPI sobre o mesmo assunto.
A parlamentar afirmou que a disputa gira em torno do controle da comissão, incluindo a definição de quem apresentará o requerimento e de quem ocupará a presidência da CPI.
O g1 entrou em contato com a assessoria do vereador, que optou por não se manifestar.
