
O governo federal criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família Bolsonaro que viajaram aos Estados Unidos e afirmou que há risco de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
Em nota à imprensa, o Planalto classificou a iniciativa como “deplorável” e disse que há tentativa de pressionar autoridades internacionais a adotar medidas contra o país.
Segundo o governo, ações desse tipo já teriam ocorrido em episódios recentes, como o chamado “tarifaço”, que afetou exportações brasileiras.
O texto afirma que medidas externas podem trazer impactos econômicos e prejudicar políticas nacionais, citando inclusive o sistema de pagamentos instantâneos PIX.
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“Medidas unilaterais, não negociadas, […] podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX”, diz a nota.
Segurança pública e crime organizado
O governo também destacou ações de combate ao crime organizado e disse que o Brasil enfrenta facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
Segundo o Planalto, essas organizações atuam com foco em lucro, especialmente por meio do tráfico de drogas e armas, e não devem ser confundidas com terrorismo internacional.
O texto afirma ainda que o país aprovou recentemente uma lei com penas mais duras contra facções e milícias, que podem chegar a até 80 anos de prisão.
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Críticas a interferência externa
Na nota, o governo defendeu a soberania nacional e afirmou que não aceitará interferência estrangeira.
O Planalto também disse que há tentativas de “confundir conceitos” por parte de críticos e classificou alguns deles como “falsos patriotas”.
Sem citar nomes diretamente, o texto associa essas ações a brasileiros que buscam apoio externo para pressionar instituições nacionais.
Relação com os Estados Unidos
Apesar das críticas, o governo afirmou que mantém cooperação internacional no combate ao crime.
Segundo o Planalto, o Brasil apresentou em abril uma proposta aos Estados Unidos para ampliar a colaboração em áreas como:
combate à lavagem de dinheiro no exterior
controle do tráfico internacional de armas
O governo disse que está aberto a parcerias, mas rejeita medidas consideradas arbitrárias.
Possíveis impactos
De acordo com a nota, ações externas podem:
enfraquecer o combate ao crime
reduzir o compartilhamento de informações entre polícias
afetar o sistema financeiro
gerar prejuízos econômicos
O texto conclui que a soberania nacional “é inegociável” e que cabe ao Brasil definir como enfrenta o crime em seu território.
