Ronaldo Caiado diz que decisão sobre facções deveria ter sido tomada mais cedo pelo próprio governo brasileiro


‘Já era uma decisão tomada desde o ano passado’, diz Gakiya
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou a atuação do governo federal no combate ao crime organizado durante palestra na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), na Serra Gaúcha, nesta sexta-feira (29).
As declarações ocorreram em resposta ao anúncio dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
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🔎 A decisão do Departamento de Estado norte-americano, que motivou o debate, designa o PCC e o CV como terroristas globais com efeito imediato. A inclusão definitiva na lista de organizações terroristas estrangeiras deve ocorrer em 5 de junho. O governo dos EUA aponta que os grupos estão entre os mais violentos do Brasil e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.
Durante o evento com o tema “Segurança: devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, Caiado rebateu o discurso do governo federal sobre soberania e cobrou ações mais rápidas.
“Nós sabemos que esta situação já deveria ter sido tomada mais cedo pelo próprio governo e não criar uma situação extremamente desconfortável, que ela mora para os 120 milhões de brasileiros assistindo a essas ações”, disse.
O político questionou o controle territorial do país.
“Agora, a tônica do governo vai ser focar, dizer: ‘olha, é a soberania’. Que soberania tem 50 milhões de brasileiros que vivem sob o comando do ‘Estado do crime’? Que soberania tem a Amazônia brasileira, que é comandada pelo narcotráfico mexicano, venezuelano e colombiano?”, declarou.
Sobre o crescimento das facções, o pré-candidato destacou a dimensão internacional do problema e, segundo ele, a decisão norte-americana reflete a gravidade do cenário.
“Hoje o que nós estamos assistindo chega a ser deprimente. Onde o governo americano é obrigado a reconhecer essas instituições criminosas como terroristas”, afirmou. “Se eu estivesse no governo, eu já tinha decretado como terrorista e já tinha ampliado muito mais as penas.”
Caiado também alertou para a entrada de criminosos nos negócios e nas instituições públicas.
“Elas estão invadindo a economia formal. Hoje você não sabe se aquela pessoa que está numa empresa se ele realmente está ali com o investimento dele ou se aquilo ali é lavagem de dinheiro”, afirmou.
O pré-candidato defendeu a necessidade de uma postura ética dos governantes para enfrentar as organizações.
Essa eleição deste ano, ela será a eleição que nós discutiremos a eleição do ponto de vista moral. Esse é o grande divisor de águas. O candidato à presidência da República tem que ter autoridade moral para poder chegar àquela cadeira”, declarou.
Pré-candidato à Presidência pelo PSD participou da RA CIC Caxias nesta sexta-feira (29)
Julio Soares/Objetiva
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