Erguida do zero em 1933 para ser capital: a metrópole do Cerrado com um dos maiores acervos art déco do mundo

Erguida do zero em 1933 para ser capital: a metrópole do Cerrado com um dos maiores acervos art déco do mundo

Avenidas largas, sombra de árvore em quase toda esquina e prédios geométricos dos anos 1930. Essa é Goiânia, a capital de Goiás que nasceu inteira de um projeto, desenhada na prancheta antes de existir. Hoje a Capital do Cerrado reúne um dos maiores acervos art déco do mundo e dezenas de parques a poucos minutos do centro.

Uma capital desenhada na prancheta em 1933

A cidade é fruto da Marcha para o Oeste, plano do governo de Getúlio Vargas para ocupar o interior do país. O interventor Pedro Ludovico Teixeira contratou o urbanista Atílio Corrêa Lima para projetar a nova capital, e a pedra fundamental foi lançada em 24 de outubro de 1933, segundo a Casa Civil de Goiás.

O traçado partiu de uma praça central, de onde saem as grandes avenidas. Em 1937, a capital deixou a antiga Cidade de Goiás e se mudou para a nova cidade, batizada oficialmente em uma festa de vários dias em 1942.

Goiânia, Goiás // Créditos: depositphotos.com / AngelaMacario

Um dos maiores conjuntos art déco do mundo

A nova capital foi erguida em estilo art déco, então símbolo de modernidade. O conjunto é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e faz da cidade uma referência nacional e internacional do estilo.

No centro ficam alguns dos prédios mais marcantes. O Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual, e o Teatro Goiânia cercam a Praça Cívica, ponto de partida do projeto original. Mais ao sul, o Centro Cultural Oscar Niemeyer acrescentou linhas modernas ao acervo da capital.

Goiânia, Goiás // Créditos: depositphotos.com / Cristian_Lourenco

O que faz de Goiânia uma das capitais mais verdes?

A resposta vem do projeto original, que reservou áreas verdes desde o primeiro traço. Goiânia é uma das capitais mais arborizadas do país, com a maioria das vias cobertas por árvores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e reúne dezenas de parques urbanos. Entre os mais procurados, destacam-se:

  • Bosque dos Buritis: o parque mais antigo da cidade, no Setor Oeste, com lagos e o Museu de Arte de Goiânia.
  • Parque Vaca Brava: área verde no Setor Bueno, cercada de prédios altos, com lago e pista de caminhada.
  • Parque Flamboyant: no Jardim Goiás, reúne dois lagos, jardim japonês e feira orgânica aos sábados.
  • Lago das Rosas: cartão-postal dos anos 1940, que abriga o zoológico da capital.

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Quando é a melhor época para visitar?

O inverno seco, de maio a setembro, é o período mais agradável, com noites amenas e céu limpo. É também quando os ipês floridos enfeitam ruas e parques de cor.

No verão, as chuvas da tarde são frequentes no Cerrado, mas as manhãs seguem boas para os parques e o circuito cultural. A capital mantém clima quente na maior parte do ano.

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Conheça a capital que cresceu verde e moderna

Goiânia mistura história de cidade planejada, arquitetura art déco e uma rede de parques rara entre as grandes capitais. Poucos lugares no país uniram urbanismo e natureza com tanto método desde o primeiro traço.

Vale conhecer a Capital do Cerrado, caminhar sob as árvores dos parques e ler nas fachadas art déco a história de uma cidade que nasceu olhando para o futuro.

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