Sede da maior conferência do clima do planeta em 2025 e palco da maior procissão católica do país: a capital amazônica fundada em 1616

Sede da maior conferência do clima do planeta em 2025 e palco da maior procissão católica do país: a capital amazônica fundada em 1616

Às margens da Baía do Guajará, o cheiro de tucupi e de fruta fresca recebe quem chega à Amazônia. Essa é Belém, a capital paraense que o mundo inteiro observou ao sediar a cúpula do clima da ONU em novembro de 2025. Por trás dos holofotes, a cidade guarda quatro séculos de história, a maior procissão católica do país e uma cozinha premiada.

Do forte de 1616 ao palco da cúpula do clima

Belém nasceu em 12 de janeiro de 1616, com a construção do Forte do Presépio para defender a entrada da Amazônia de invasores europeus. Foi a primeira capital do Norte do país. No fim do século 19, o auge da borracha encheu a cidade de casarões e teatros e lhe rendeu o apelido de Paris das Américas.

Quatro séculos depois, a capital voltou ao centro do mapa. Em novembro de 2025, sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que reuniu líderes de dezenas de países e cerca de 50 mil participantes, segundo a Agência Gov.

Belém, Pará // Créditos: Wikipedia

A maior procissão católica do país

Todo segundo domingo de outubro, milhões de pessoas tomam as ruas no Círio de Nazaré, em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Em 2025, a 233ª edição reuniu cerca de 2,5 milhões de romeiros ao longo de 52,3 km de percurso, segundo a Agência Brasil.

A celebração é a maior manifestação religiosa católica do Brasil e move a cidade por semanas. Fé, cultura e turismo se misturam em um dos eventos mais intensos do calendário amazônico.

Belém, Pará // Créditos: depositphotos.com / RudiErnst

O que comer em Belém?

A resposta tem reconhecimento internacional. Desde 2015, Belém é Cidade Criativa da Gastronomia da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), título renovado em 2020, por uma cozinha que une saberes indígenas, africanos e portugueses. Entre os sabores que marcam a capital, destacam-se:

  • Pato no tucupi: prato símbolo, com pato mergulhado em caldo amarelo de mandioca e folhas de jambu, que dão leve dormência na boca.
  • Tacacá: caldo quente de tucupi e jambu servido na cuia, vendido nas esquinas no fim da tarde.
  • Maniçoba: a feijoada paraense, feita com folha de mandioca cozida por dias para retirar o ácido.
  • Açaí com peixe frito: na capital, o açaí é salgado e vira prato principal, acompanhado de farinha.

Quem deseja planejar a viagem perfeita para o coração da Amazônia, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Na Mala, que conta com mais de 54 mil visualizações. No conteúdo, o canal mostra um roteiro completo com pontos turísticos, arquitetura colonial, sabores típicos e dicas imperdíveis do que fazer em Belém, Pará.

O que visitar na capital paraense?

O roteiro começa à beira-rio e segue pelo centro histórico, na Cidade Velha. Entre os principais pontos, destacam-se:

  • Mercado Ver-o-Peso: a maior feira a céu aberto da América Latina, com peixe fresco, frutas amazônicas e ervas medicinais.
  • Estação das Docas: antigos armazéns do porto transformados em complexo gastronômico com vista para a baía.
  • Theatro da Paz: inaugurado em 1878 no auge da borracha, em estilo neoclássico e com visitas guiadas.
  • Forte do Presépio: marco zero da cidade, de 1616, com vista para a Baía do Guajará.
  • Ilha do Combu: a poucos minutos de barco, com restaurantes de palafita e fábricas artesanais de chocolate.

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Conheça a capital que respira floresta e história

Belém reúne o sabor da floresta, a fé de milhões e a herança de quatro séculos à beira da Amazônia. Poucas cidades brasileiras misturam tanta história, cultura e natureza em um só lugar.

Vale conhecer a capital paraense, provar o tacacá no fim da tarde e entender por que o mundo virou os olhos para essa porta da Amazônia.

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