
Juiz de Fora no passado e no presente
g1
Entre casarões que marcaram época e avenidas hoje tomadas por carros, ônibus e prédios, Juiz de Fora chega aos 176 anos carregando as marcas de suas transformações desde sua emancipação, em 31 de maio de 1850.
Da urbanização acelerada às mudanças no transporte, no trânsito e na arquitetura, o município viu cenários históricos desaparecerem, outros serem modernizados e novos espaços surgirem, refletindo diferentes fases do desenvolvimento e do cotidiano dos moradores.
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Para o historiador Clever Lizardo Salles, as transformações são naturais e provam que a cidade é uma entidade viva, em permanente mudança.
“Juiz de Fora passa por esse processo desde a primeira metade do século XIX, quando Henrique Halfeld aqui chegou e a pensou como uma cidade, de forma diferente do que faziam os fazendeiros da região, inclusive deslocando seu eixo de povoamento da margem esquerda para a margem direita do Rio Paraibuna. E esse processo não parou mais”.
Segundo ele, a região central é um dos pontos que menos mudou.
“O que mais se nota em termos de permanência é o traçado do Centro com os seus dois grandes eixos, a Avenida Rio Branco e a Avenida Getúlio Vargas, e as ruas que as cortam que ainda demarcam a área central da cidade que igualmente não perdeu importância e nem entrou em decadência, como é comum em muitas cidades”.
Por outro lado, a desativação da linha férrea como transporte de passageiros trouxe muitas mudanças.
“Embora não tenha sido traçada dentro de um planejamento urbano municipal, com o tempo ela passou a atender e interligar várias regiões da cidade, e, apesar de ainda percebermos a maioria das estações ainda de pé, o transporte ferroviário de passageiros entre elas deixou de fazer parte da nossa realidade urbana, desde a extinção do Xangai [trem de passageiros que ligou Juiz de Fora a Matias Barbosa]”.
O g1 selecionou algumas imagens históricas e fotografou os mesmos locais para comparar as mudanças. Confira abaixo:
Santa Casa
Santa Casa de Juiz de Fora em 1900
Arquivo Ramon Brandão/Imagem cedida pelo Blog Maria do Resguardo
Santa Casa de Juiz de Fora
Santa Casa/Divulgação
Ponte do bairro Manoel Honório
Ponte Pedro Marques, do bairro Manoel Honório, em julho de 1974
Foto cedida pelo Blog Maria do Resguardo)
Ponte do Bairro Manoel Honório, em Juiz de Fora
Juliana Netto/g1
Linha férrea do bairro Barbosa Lage
Passagem em nível do bairro Barbosa Lage, em agosto de 1975
Imagem cedida pelo Blog Maria do Resguardo
Passagem em nível do bairro Barbosa Lage em 2026
Juliana Netto/g1
Casinha da Rio Branco
Casinha da avenida Rio Branco
Imagem cedida pelo Blog Maria do Resguardo
Edifício Rossi, em Juiz de Fora
Anna Clara Geara/g1
Esquina da Getúlio
Avenida Getúlio Vargas, esquina com a rua Marechal Deodoro, em agosto de 1965
Autoria provável: Roberto Dornellas ou Jorge Couri (Foto cedida pelo Blog Maria do Resguardo)
Avenida Getúlio Vargas, esquina com a rua Marechal Deodoro
Anna Clara Geara/g1
Paço Municipal
Avenida Rio Branco, sem data
Arquivo de H. Ferreira. Foto cedida pelo Blog Maria do Resguardo
Avenida Rio Branco, próximo ao Paço Municipal
Fellype Alberto/g1
Avenida dos Andradas
Avenida dos Andradas em março de 1971
Autoria provável: Roberto Dornellas ou Jorge Couri. Foto cedida pelo Blog Maria do Resguardo
Avenida dos Andradas, em Juiz de Fora
Juliana Netto/g1
Barreira do Triunfo
Avenida JK, no bairro Barreira do Triunfo, em Juiz de Fora
Acervo de Simón Eugénio Sáenz Arévalo. Foto cedida pelo Blog Maurício Resgatando o Passado
Bairro Barreira do Triunfo, em Juiz de Fora
Juliana Netto/g1 TV Integração
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